terça-feira, 19 de setembro de 2017

Black virou um Kamen Rider "pejorativo" no fandom brasileiro

Kamen Rider Black e seus antecessores

Geralmente quando se fala de Kamen Rider no Brasil, logo vem a imagem do Kamen Rider Black, certo?. Afinal ele foi o primeiro a passar no Brasil e foi uma das poucas séries da franquia que passaram no Brasil, junto de Kamen Rider Black RX, sua adaptação americana Masked Rider e mais Kamen Rider - O Cavaleiro Dragão (adaptação nipo-americana de Kamen Rider Ryuki).

Nos últimos tempos, Black ainda é considerado como "o melhor Kamen Rider". Pela visão saudosista é até compreensível. Não seria problema nenhum se não fossem as discussões acaloradas em fóruns e redes sociais onde colocam o nosso Black Sun no pedestal e acabam diminuindo o valor dos Riders mais antigos e dos Riders da era Heisei. A desculpa é que os Riders da era Showa "são toscos" e mais discussões tolas pra saber quem é o Rider "menos macho" desta geração e outras asneiras. Nem preciso dizer que são afirmações sem a menor análise e interesse em se aprofundar na franquia. Puro preconceito.

O tempo passou, muita gente ainda prega o Black como "o melhor de todos e mais ninguém" e a imagem do herói vai se desgastando no fandom brasileiro. O excesso fez com os fãs ficassem mais divididos até que os saudosistas do homem mutante levassem a alcunha de "viúvas do Black". Sendo assim, Kamen Rider Black virou um herói "pejorativo" entre os fãs brasileiros. Ou seja, quem menciona Issamu Minami como uma referência para explicar sobre a franquia para leigos é taxado de "viúva". E acredite. Acontece o mesmo com alguém que esteja revendo a série e se atualiza com as séries novas/recentes, busca os clássicos setentistas da franquia e por aí. Falou no Black? O cidadão é automaticamente chamado de "viúva". Parece até pecado, punição ou o simples fato de rever a série vira motivo para o espectador ser rebaixado e até discriminado por outros fãs.

Acompanhar uma clássico não é o problema. E sim quando colocam um herói como pedestal e faz dele motivo de briga, como ocorre em diversos papos de roda sobre futebol, política e religião. Também é um problema quando não há informação e pesquisa e/ou divulgam unicamente a mesmice de sempre pra abordar sobre uma vasta franquia. Kamen Rider Black é um clássico respeitável, porém existem séries melhores do que essa, incluindo mais antigas e de outras franquias (como Ultra, por exemplo). E é preciso que se diga que também há séries Kamen Rider bem legais dos anos 2000 pra cá. É só ter a boa vontade de correr atrás e conferir.

Se a pessoa só conhece o Black, ofereça pelo menos uma série antiga e outra atual para ela assistir. Recomendação é uma boa atitude, não fere ninguém e é um pontapé inicial para um debate inteligente/amigável. Faça um teste e deixe a pessoa a vontade para escolher. É melhor do que encher o saco de alguém que gosta daquilo que você talvez não gosta ou nem era da sua época e sair rotulando a toa.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Mudança de horário de Kamen Rider e Super Sentai é desleal para Dragon Ball e One Piece e vice-versa

Recém lançado na TV japonesa, Kamen Rider Build se tornará rival de Dragon Ball Super

Daqui a duas semanas acontecerá a mudança de horário das séries Kamen Rider e Super Sentai na TV Asahi. Até o próximo dia 24 de setembro, Kyuranger será apresentado às 7h30 e migra de horário para às 9h30 da manhã a partir de 1 de outubro. Kamen Rider Build ainda é exibido às 8h da matina e no mês que vem será exibido dominicalmente às 9h. A mudança é necessária, pois ambas as franquias já não tem mais a mesma audiência que antes. Porém não será fácil. Ambas as séries vão disputar audiência respectivamente contra Dragon Ball Super e One Piece, da Fuji TV.

São duas séries tokusatsu produzidas pela Toei Company contra dois animês da Toei Animation, subsidiária da empresa. Nos dias 1 e 8 de outubro a Fuji TV apresenta, respectivamente, episódios de uma hora de duração de One Piece e Dragon Ball Super. Não dá pra dizer que é uma estratégia ou se era algo programado como vários meses de antecedência. Mas não deixa de chamar atenção e deixar o público japonês dividido. A Fuji TV poderia mudar de horário quando quiser? Até pode. Mas o padrão da TV japonesa e de outras mídias com rádio, por exemplo, promovem eventuais mudanças de horário trimestralmente. Por isso vemos várias estreias e mudanças de horário nos meses de abril, julho, outubro e janeiro. Uma mudança repentina da dobradinha de animês requer uma mexida na grade da emissora. A organização é maior do que na TV brasileira que sempre sofreu com mudanças repentinas.

A Toei Company está praticamente de mãos atadas quanto à mudança. Isso devido a estreia do jornalístico Sunday Morning em 1 de outubro, entre 5h50 e 8h30 na TV Asahi, conduzido pelo ator/cantor Noriyuki Higashiyama, membro do grupo pop idol Shonentai. Entenda que aqui não é nenhum prejulgamento sobre a nova atração. Porém não dá pra dizer quem vai se sair melhor na faixa dominical da 9h da manhã. É um tanto desleal para os patrocinadores dos heróis, o resultado será totalmente imprevisível e quem pode sair ganhando mesmo será o Sunday Morning que deve trazer um misto de informação e variedades. Um apelo necessário para uma grande emissora como a TV Asahi, apesar do problema que pode gerar para os patrocinadores das séries infanto-juvenis das duas emissoras. Cedo ou tarde a Fuji TV pode sentir a necessidade de mudar o horário dos animês. O tempo e os números de audiência dirão.

PS: A título de curiosidade, outubro que vem trará um tempo não muito favorável para a Nagoya TV. A emissora vai extinguir seu bloco de animês que esteve no ar por mais de 40 anos. Foi lá onde a série original de Gundam era exibido pela primeira vez na TV japonesa. Motivo da extinção: baixa taxa de natalidade.

sábado, 16 de setembro de 2017

Dana e Ryan Mitchell reaparecem em fan film dedicado ao Power Rangers o Resgate

A bela Dana Mitchell está de volta

O vídeo saiu nesta semana no YouTube pelo canal Chris Cantada Force, de um fã americano de Power Rangers. E foi bem inusitado por trazer de volta a bela atriz Alison Maclnnis, a Dana Mitchell/Ranger Rosa da série Power Rangers o Resgate, oitava temporada da franquia da Saban. Lá ela aparece para o Chris pedindo para que ele a ensine como fazer a coreografia da morfagem Lightspeed, com a desculpa de que havia esquecido após vários anos.

O fan film de três minutos e meio conta também com as participações de Rhett Fisher e Ron Roggé. Respectivamente Ryan/Ranger Titanium e Capitão Mitchell da temporada. Foi rápido, porém engraçado e vale para ver como seria a volta da família Mitchell após 17 anos.

Assista ao vídeo:


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Super Campeões: 20 anos de um fiasco no país do futebol

O determinado time Nankatsu

O sucesso d'Os Cavaleiros do Zodíaco rendeu um filão de animes na TV aberta. Na extinta Rede Manchete, mais precisamente, Seiya e cia foram importantes para os lançamentos de Sailor Moon, Samurai Warriors, Shurato e do bloco U.S. Mangá em 1996. No dia 24 de março do ano seguinte estreava YuYu Hakusho na programação e fez muito sucesso entre o público jovem.

Como todo ciclo tem seu final, os defensores de Atena se despediram da programação regular em 12 de setembro de 1997. Uma sexta-feira. No horário das 17h às 17h30, a Manchete reprisava o episódio 73, o último da saga das Doze Casas. A partir do dia 15 de setembro (segunda-feira) houve duas mudanças na programação de fim de tarde da extinta emissora carioca. No lugar de Cavaleiros era exibida a reprise de WMAC Masters, série norte-americana de artes marciais licenciada no Brasil pela Samtoy e que já estava sendo exibido em outro horário até a semana anterior: de segunda à quinta às 19h. A faixa que era de WMAC Masters no horário nobre foi ocupada por um novo anime, também trazido pela Samtoy, e que tinha um apelo diferente e tudo a ver com o Brasil: o futebol.

Super Campeões estreou por aqui 9 meses antes da Copa do Mundo de 1998, sediada na França. Seu título é Captain Tsubasa J e passou originalmente na emissora japonesa Fuji TV entre 21 de outubro de 1994 e 22 de dezembro de 1995. Foram 47 episódios semanais exibidos nas noites de sexta produzidos pelo Studio Comet. Na verdade essa foi a segunda versão animada da franquia Captain Tsubasa para a TV. A primeira é inédita no Brasil e foi ao ar entre 1983 e 1986, totalizando 128 episódios produzidos pela extinta Tsuchida Production e tinha uma narrativa mais infantil e trilha sonora contagiante. Mas tudo começou mesmo a partir da publicação do mangá original de 1981 pela Weekly Shonen Jump. Captain Tsubasa foi criado pelo mangaká Yoichi Takahashi e rendeu 18 séries de mangá desde então até 2004 quando saiu a publicação Rising Sun, de apenas dois volumes. 

Na época de Captain Tsubasa J, o Japão jamais havia participado de uma Copa. Coisa que só aconteceu a partir de 98. Desde então a seleção japonesa participou de todas as edições até o momento e jamais chegou à uma final. Com todo um surrealismo e efeitos que "romantizavam" as partidas ao melhor estilo de animação, Super Campeões narrava a jornada de Oliver Tsubasa (Tsubasa Oozora; nome e sobrenome na ordem), de 11 anos de idade, para se tornar um jogador de futebol e conquistar o mundial. Oliver conhece Roberto Maravilha (Roberto Hongo), considerado na ficção como o melhor futebolista brasileiro, que o treinara a partir de então.

Oliver desafia o esquentado goleiro Benji (Genzo) Wakabayashi e logo entra para o time juvenil Nankatsu onde se destacam Carlos (Taro) Misaki, o patético Ryo Ishizaki, além da durona líder de torcida Néia (Sanae) Nakazawa. O time de maior rivalidade foi Meiwa, que contava principalmente com o destemido Kojiro Hyuga e o estiloso goleiro Ken Wakashimazu. Sem contar outros times que passaram pela série. No meio da trama, Oliver conquista a carreira de jogador de futebol e representa o São Paulo FC. Numa partida realizada no Maracanã, Oliver enfrenta o rival Carlos Santana e seu time do Flamengo (originalmente chamado no anime de Flanoria). Oliver serviu de inspiração para outro jogador, Shingo Aoi, que aparece nos episódios finais e tem o sonho de ser um grande jogador. Captain Tsubasa J foi baseado em dois mangás da série: a original e a saga World Youth Hen (de 1994).


Ayako Yamazaki, a verdadeira
intérprete do tema de encerramento
A série clássica que passou no Brasil foi o último anime lançado na Manchete. Na época, várias revistas especializadas apontavam uma possível estreia de Ranma ½ em 1998, via Tikara Filmes. Infelizmente isso não aconteceu devido à crise que extinguiu a emissora carioca em maio de 1999. Super Campeões estreou numa má fase da Manchete. Teve um sucesso mediano e não obteve a mesma popularidade de Yusuke Urameshi e sua turma. O título teve mais êxito no México e na Itália, mas a empreitada não se repetiu no Brasil. Ironicamente o título foi um fiasco em pleno país do futebol e talvez seja o menos lembrado daquela geração, embora não tenha passado despercebido na época. A versão brasileira foi adaptada para ligar à última edição da Copa do Mundo do século XX. Com direito à risível narração ao estilo de locução de uma genuína partida de futebol que gritava "torcida brasileira" -- em plenos jogos com japoneses em campo. A marcante dublagem foi realizada pela extinta Gota Mágica.

Os temas brasileiros de abertura e encerramento eram infantis e bacaninhas, porém inferiores aos originais que infelizmente foram suprimidos. O single "Fighting!" ficou conhecido no Brasil quando era tocado como inserção em alguns episódios. Foi interpretado pela dupla FACE FREE e fez parte das duas versões de abertura da série. Já "Otoko Darou!" foi o tema de encerramento cantado pela idol Ayako Yamazaki, que se encontra fora dos palcos desde 1998. Veja os vídeos de suas respectivas apresentações ao vivo logo abaixo.

De outubro de 2001 a outubro de 2002, a TV Tokyo exibiu a terceira versão animada intitulada Captain Tsubasa: Road to 2002. Os 52 episódios desta versão foram exibidos no Brasil via Cartoon Network e RedeTV!. Ainda como Super Campeões, o resultado desta nova chance de emplacar popularidade - com uma nova cronologia - foi de sucesso mediano.

Super Campeões é um bom exemplo de história com determinação, vitória, amizade e outros elementos exigidos pela Shonen Jump. É uma série divertida para rever já nos meses que antecedem a Copa de 2018.

Assista ao vivo do inédito tema de encerramento cantado ao vivo por Ayako Yamazaki:

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Tubarão vira referência em novo pôster de Stranger Things

A segunda temporada de Stranger Things vem aí em 27 de outubro pela Netflix. Seguindo às referências aos clássicos oitentistas de Hollywwod, foi divulgado um pôster que homenageia Tubarão, filme de 1975 dirigido por Steven Spielberg.

Veja e compare:

O novo pôster promocional da segunda temporada

O pôster do filme Tubarão, de 1975

Pokémon celebra aniversário da Netflix no Brasil

Ash e sua turma no catálogo do canal de streaming (Foto: Reprodução/Netflix)

A Netflix completa 6 anos no Brasil nesta quinta-feira (14). Para celebrar a data, vários personagens que figuram o catálogo infanto juvenil do canal de streaming como Dinotrux e Rei Julien, por exemplo, celebram a data através de vídeos comemorativos - e temporários. Uma singela homenagem de cada série.

Um dos destaque vai para Ash, Pikachu e cia. O vídeo tem cenas de um dos episódios de Pokémon com muita celebração, barulho, comida e todos cantando parabéns e agradecendo aos antigos e novos fãs da animação.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Kamen Rider Ex-Aid desconstruiu homens e famílias?

Rosa sim e muito macho, sim, Senhor!

A internet é um terreno fértil para as mais altas bizarrices e criações de lendas urbanas. Essa surgiu durante o feriadão, através de um vídeo que fala sobre "desconstrução do homem" e tentando ligar o assunto aos Riders de ontem e de hoje. Mais especificamente sobre uma comparação entre Kamen Rider Black (1987) e Kamen Rider Ex-Aid (2016). Fora tentativas de associar a franquia com esquerdismo, bandeiras de diversidade sexual, destruição familiar e coisas que estão anos-luz do verdadeiro propósito da franquia da Toei.

Eu não discuto essas questões. Mas aqui vale a defesa em dizer que as séries Kamen Rider mudaram não para agradar minorias (e nem deve ficar nas mãos destes "especialistas", seja da direita ou da esquerda). Em Ex-Aid há mensagens sobre companheirismo, família e coisas do tipo. Foi uma declaração exagerada e fora do contexto, tentando ligar uma coisa com outra que não tem nada a ver. Se é por causa da cor do herói, isso não é um fato determinante que vai mudar a sexualidade de quem assiste nem a identidade do herói. Tivemos outros dois Riders que vestiram rosa: Kamen Rider Raia (de Kamen Rider Ryuki) e Kamen Rider Decade. Ambos são héteros. Já tivemos dois personagens gays na franquia: Kaba-chan em Kamen Rider Wizard e Kamen Rider Bravo em Kamen Rider Gaim. Foram casos isolados e não houve influências nas crianças nem muito menos imposições de ideologias.

O episódio só tende a reforçar algo bem chato no fandom brasileiro. O preconceito de boa parte dos saudosistas que teimam em colocar o Black no pedestal como o "melhor Kamen Rider de todos os tempos" e taxar os Riders como afeminados ou coisa assim. O chato é ver que ainda tem gente que quer especular sobre a sexualidade dos atores e dos personagens. Tá certo que Issamu Minami tem seu valor e é uma das referências de um grande e destemido herói do passado. Mas venhamos e convenhamos: ele não era nenhum Schwarzenegger, nem um Stallone, um Seagal, tampouco um Chuck Norris da vida. Por mais que a intenção seja boa, o discurso pareceu mais um pretexto para inflamar um mito que já deveria ter acabado há muito tempo. Ou seja, opinião sem base naquilo que está sendo debatido. Os tempos mudaram e existem certas coisas que não são mais como antigamente. Paciência.

Na realidade, Kamen Rider é uma franquia que teve constantes mudanças, principalmente nos visuais e nas narrativas. Alguns exageros surgem aqui ou ali, mas no geral são boas séries e que continuam trazendo valores para o público (algo que certos brasileiros precisam aprender para viver). São histórias que contam sobre lutas do bem contra o mal. E todas elas estão anos-luz de levantar bandeiras de minorias, maiorias, políticas, religiosas, futebolísticas, etc.

Isso não é exclusividade dos Kamen Riders. As franquias Super Sentai e Ultraman também sobrevivem de propaganda infantil. Caso não saiba, isso continua firme e forte e não deve desaparecer tão cedo no Japão. Ao contrário do Brasil que restringe esse tipo de divulgação e perdeu espaço para outros nichos de programação. Nem há o que comparar a realidade daqui com a do Japão.

São situações assim que geram lendas urbanas por anos a fio. E por aí vai algo que está sendo compartilhado irresponsavelmente, sem a menor pesquisa e com informações distorcidas. Lamentável!

Assista ao vídeo e pasme com tamanha desinformação:

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Segredo de Ultraman Geed era um enigma que ninguém acertaria

Riku no episódio deste fim de semana (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

O episódio desta sexta (8) de Ultraman Geed foi um dos mais legais até agora. Talvez pelo meu favoritismo por lances românticos, digamos. Surgiu uma alienígena chamada Satoko, uma Zobetaiana que pode ler as mentes das pessoas. Não demorou para a mesma descobrir que Moa (quem estava de guarda da jovem alienígena) tem uma paixão não correspondida.

A agente da AIB é amiga de infância de Riku Asakura. Além de manter segredo de sua missão, ela esconde o que sente pelo rapaz. Satoko descobriu coisas como que Riku ser um alienígena (ou pelo menos é filho de um como sabemos) e morar junto com Laiha. O seu segredo de Riku era um mistério até o fim deste episódio. Ficou claro que ele guarda algum sentimento por Moa, a mesma por ele e ambos estão disfarçando. Não é o bom momento, é claro. Só que ninguém esperava por essa. Já dá pra sentir que o rumo mudou nesse sentido. É que há alguns episódios algo deixou a entender que Riku pudesse guardar algum sentimento por Laiha. Mesmo que ela banque a durona e não assuma que gosta dele, isso ficou claro.

É bom lembrar que Riku tinha passado a se determinar a proteger alguém muito importante para ele. Esse alguém importante ficou subtendido que poderia ser Laiha, mas com esta revelação o rumo pode mudar. Quem estava torcendo pela espadachim, deve ter se frustrado.

Esse segredo de Riku guardava um enigma que talvez ninguém poderia suspeitar, já que haviam pistas que apontavam o contrário antes do episódio da semana. Parte do rumo mudou com essa revelação não admitida. Poderia haver suspeitas quanto Riku gostar de Moa, mas era praticamente incerto até então.

Coisas assim divertem o público e foi uma boa jogada da Tsuburaya. Quanto mais imprevisível, melhor.

PS: E não menos importante, Zandrias, monstro da série Ultraman 80, reapareceu neste episódio de Ultraman Geed, após sua primeira aparição em abril de 1980.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Akira: 25 anos depois, o fenômeno está de volta às telonas

Akira em única exibição nesta semana

Foi em meados de 1992 quando o Brasil teve o primeiro contato com Akira. Um filme que revolucionou a animação japonesa em todo o mundo. Na época foi um desafio muito grande para a distribuidora Sato Company lançar esse material nos cinemas brasileiros, visto o enorme sucesso de desenhos voltados para o público infanto-juvenil.

Só que o filme é destinado para o público jovem/adulto. Algo que até então era inexistente no mercado brasileiro quando o assunto era animação. A primeira passagem da obra de Katsuhiro Otomo por aqui durou cerca de um ano e aconteceu através de circuitos em várias cidades do país. Formato adotado até recentemente pela distribuidora com outros títulos como Mordomo de Preto, por exemplo. O mangá publicado no começo dos anos 90 pela Editora Globo também ajudou a impulsionar a popularidade do anime. O resultado foi de filas enormes e um público que estava curioso para ver o que aquilo realmente se tratava. Isso numa época onde ainda não havia o boom de Cavaleiros do Zodíaco, sucesso que definiu a popularidade dos desenhos japoneses no Brasil até os dias de hoje.

Agora, 25 anos após o primeiro lançamento nacional, Akira volta às telonas mais uma vez por intermédio da Sato Company. Acontecerá uma única exibição marcada para esta quarta-feira (6) através das salas de cinema da rede Cinemark. O momento é propício, pois o título atualmente está em evidência no mercado por conta do lançamento do mangá no formato original de 1982 - em português - pela Editora JBC. O hype também foi marcado pelo lançamento da música "Neo Tokyo", o primeiro single do Danger 3, trio formado por Ricardo Cruz, Rodrigo Rossi e Larissa Tassi. Nomes conhecidos por versões brasileiras de temas de Cavaleiros, Dragon Ball e Rayearth. (Leia mais sobre o Danger 3 no blog Sushi POP, do mestre Alexandre Nagado.) Sem contar que o filme está disponível no catálogo da Netflix. Claro, nada comparado ao momento ímpar de assistir o clássico em tela grande e com qualidade superior ao que pode ser oferecido pela TV.

A adaptação de Akira para o cinema começa no dia 16 de julho de 1988 - data de estreia no Japão - quando uma grande explosão destrói Tóquio. Logo é deflagrada a Terceira Guerra Mundial. Com o passar do tempo, a capital japonesa foi reconstruída e batizada como Neo Tokyo. Não demora muito para sermos apresentados à realidade alternativa do ano de 2019. Neo Tokyo está prestes a sediar as Olimpíadas do ano seguinte. O cenário é caótico e dominado por ataques terroristas. Sem contar com o retrato de uma juventude transviada (apesar dos pesares, algo distante do que acontece na vida real da terra do sol nascente).

A trama gira em volta de Kaneda e Tetsuo. Dois amigos que participam de uma gangue de motoqueiros que disputa com outra rival chamada de Os Palhaços. O destino desses garotos muda quando Tetsuo encontra Takashi, uma criança de aparência estranha e portadora de poderes paranormais. Ao salvar Takashi, Tetsuo sofre um acidente de moto e logo é levado pelo exército liderado pelo Coronel Shikishima. Tetsuo retorna com um extraordinário poder que por algum motivo está ligado ao Akira, o mesmo causador da extinção da antiga Tóquio, 31 anos antes dos eventos do filme. Enquanto isso, Kaneda parte para salvar o amigo e ao mesmo tempo evitar a dominação da humanidade.

Prestes a completar três décadas em 2018, Akira ainda é um fenômeno da animação japonesa e considerado até hoje como um grande sucesso em todo mundo. A nova experiência deve marcar um momento inesquecível para quem tiver de perto a oportunidade de prestigiar o cult. Para quem acompanhou Akira nos anos 90, a sensação pode ser de revival. Além da emoção, escutar aquele sonoro nome:

KANEDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!...

Akira estará em cartaz pela rede Cinemark em versão digitalizada/remasterizada apenas no dia 6 de setembro, véspera de feriado, em única sessão, a partir das 20h40. Mais informações sobre ingressos e locais de exibição aqui.

Assista ao trailer:

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Dois erros de continuidade no mesmo fim de semana em Dragon Ball Super e Kamen Rider Build

Cena final do episódio 105 de Dragon Ball Super (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Parece inútil comentar esse tipo de coisa, mas não deixa de ser curioso. No final episódio deste domingo (3) de Dragon Ball Super notei uma diferença de dois minutos entre o episódio anterior e o mais recente. É que todo final de episódio desta fase do torneio dos Doze Universos há uma contagem de quanto tempo falta para tudo ficar decidido de vez. Um episódio inteiro dura vinte e poucos minutos. Não é de hoje que a franquia não vê o tempo passar, digamos assim. O exemplo mais clássico é a fusão de Gotenks (Goten + Trunks) na saga de Majin Boo em Dragon Ball Z. Eram 30 minutos que duravam uns dois ou três episódios. Até aí isso é "normal" para a obra de Akira Toriyama e dá pra levar de boas.

Só que o que chamou a atenção deste blogueiro é que o mais novo episódio - de vinte e poucos minutinhos - durou 2 minutos. Foi um bom episódio, inclusive, mas que desperdiçou Tenshinhan que poderia ser aproveitado numa luta mais espetacular do que essa que foi apresentada. Essa contagem foi feia pelo Zen'O? Vai entender, né? Compare e tire suas conclusões:

Uma batalha suada que durou dois minutinhos

Ainda ontem aconteceu a estreia de Kamen Rider Build (futuro concorrente de Goku a partir de outubro que vem). Ainda é cedo pra avaliar as primeiras impressões, mas foi uma boa estreia e a premissa é interessante. Por sinal esta deve resgatar o clima dos primeiros Heisei Kamen Riders e este provavelmente será o último da atual era que está chegando ao fim. Tem lá o lance do cabelo do Sento Kiryu ficar levantando e tal, mas acho desnecessário, mesmo para um programa infanto-juvenil. Claro, isso é só um detalhe que não deve atrapalhar a trama.

O erro de continuidade - ou proposital mesmo - é quando o mais novo Rider salva o fugitivo Ryuga Banjo de ser capturado pelos soldados do Instituto Touto. Os tiros acontecem numa pequena-média distância de onde Ryuga estava. De primeira a gente pensa "como esse tiro não pegou eles?", mas em câmera lenta vemos que o tiro foi no chão mesmo e as armas apontavam para o alvo. Foi de propósito? Foi erro de continuidade do roteiro? Sabe-se lá. Isso era algo bem comum em séries antigas da Toei e todo mundo levava de boa. Coisas assim acabam divertindo a gente. Repare aí: