segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Férias no blog

Olá, pessoal. Tudo bem com vocês?

Estou em férias por aqui. O Blog Daileon volta a partir do dia 23 de agosto com programação normal e forças renovadas.

Nos vemos no futuro!

Dyuwah! 😎

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Entrevista com Danilo Modolo, do canal TokuDoc

Danilo fala sobre seu primeiro livro (Foto: Divulgação/TokuDoc)

Em agosto será publicado pela Editora Estronho o livro Ultraman, escrito por Danilo Modolo, do canal TokuDoc. O comunicador está há cerca de 3 anos e meio falando sobre tokusatsu, trazendo um excelente conteúdo que aborda o universo dos monstros de borracha. O lançamento vem para agregar informações sobre uma das mais importantes séries do gênero. Uma fonte imprescindível - e obrigatória - para quem quer se aprofundar mais e entender como o tokusatsu é e funciona desde sempre.

Este será o primeiro livro brasileiro inteiramente dedicado ao herói gigante vindo da Nebulosa M-78. Danilo irá contar no livro a história por trás do clássico da TV, desde o surgimento do programa até os bastidores. As obras que surgiram pela influência de Ultraman também estarão presentes. Como exclusividade, o livro terá entrevistas com os dubladores brasileiros da série japonesa. Presentão para os fãs.

Danilo é de Piracicaba, São Paulo, e atualmente mora em Madri, capital da Espanha. De lá ele produz conteúdos voltados exclusivamente sobre tokusatsue carregados de informações, curiosidades, além de derrubar mitos e lendas urbanas. Ele é formado em rádio e televisão e já passou por diversas mídias. Já foi integrante de uma banda espacializada em hits de sucesso dos anos 80. O TokuDoc começou inicialmente como documentário sobre as séries e filmes do gênero. Hoje funciona como uma revista dinâmica sobre tokusatsu.

Danilo é amigo do Blog Daileon há cerca de dois anos e por aqui batemos um papo (com cafezinho e tudo) sobre seu mais novo lançamento e também sobre o seu canal no YouTube.


Ultraman e Alien Baltan na capa do livro
(Foto: Divulgação/Editora Estronho)
Blog Daileon: O que o levou a escrever um livro sobre Ultraman?

Danilo: O destino me deu essa missão totalmente sem querer. A editora que me convidou está colocando no mercado uma coleção com a temática de séries antigas (como Hulk dos anos 70, Perdidos no Espaço, Além da Imaginação). Entre eu e a editora havia um amigo escritor, que soube do TokuDoc e me convidou a escrever, apostando no trabalho, graças aos conteúdos criados pro canal. Foi um desafio e tanto, pois é minha primeira obra impressa e também o primeiro livro brasileiro sobre um herói de tokusatsu.

Blog Daileon: Quais conteúdos iremos encontrar neste lançamento?

Danilo: Me preocupei em escrever para atingir e agradar a todos. É um livro para leigos, fãs e fanáticos. Quem está conhecendo o herói agora, vai gostar. Quem acompanha desde sempre, vai saber algo mais. Quem só viu na época que passou na TV, vai saber mais e se atualizar. Tem desde o guia de episódios, até a relação de cada monstro e as inspirações para criá-los. Entrevista com os envolvidos com a série no Brasil e datas específicas de estréia, incluindo as inéditas e exclusivas ocorridas na TV brasileira, que foi uma das partes mais difíceis e penosas do material. Além do prefácio escrito pelo Alexandre Nagado.

Blog Daileon: Quando foi o seu primeiro contato com a série clássica e quais suas lembranças?

Danilo: Me lembro de ver gigantes contra monstros na extinta TV Pow, no SBT. Mas era tão novo que não aciona uma memória tão afetiva. Mas Ultraman está em todos os cantos. Qualquer produção, de qualquer país, qualquer blockbuster hollywoodiano tem ao menos uma pequena porcentagem de influência de Ultraman e suas maquetes ou fantasias. Muitos tem contato com as influências e referências que ele deixou, mesmo sem saber que vem dali.

Blog Daileon: Além do primeiro Ultraman, quais são suas séries favoritas da franquia Ultra?

Danilo: Seven é maravilhoso e deixou um legado importantíssimo, dentro e fora da franquia. Gosto do Mebius, do Ace, o proprio Orb, que é mais atual e virou "do avesso" o que se espera de uma série Ultra, mesmo mantendo tudo que precisa pra fazer parte da família. Enfim, falar de um é injustiça, eles são gigantes e não cabem dentro de uma simples opinião.

Ultra Seven, um clássico atemporal da Tsuburaya que completa cinco décadas em 2017

Blog Daileon: Cite algum momento marcante de Ultraman e porquê.

Danilo: Mas importante que ser convidado a escrever um livro sobre ele? Conhecer pessoas que gostam também e hoje são meus amigos.

Blog Daileon: Ultraman é considerado um cult do tokusatsu assim como outros títulos como Jaspion, Godzilla, Spectreman, National Kid, Jiraiya, Vingadores do Espaço, Flashman, Kamen Rider Black, Robô Gigante, Metalder, etc. Existe idade ou geração certa para acompanhar bons clássicos como estes?

Danilo: De forma alguma. É livre para todos e o TokuDoc está aí pra provar isso. Há seguidores de 8 e de 80 anos. Há pessoas que conheceram tokusatsu com Ultraman, com Power Rangers, com Jaspion, com o Ultraman Tiga e tem gente chegando por conta das atuais. As portas estão abertas para todos que querem se aproximar. Aliás, a séries de tokusatsu nos ensinam isso, sempre.

Blog Daileon: Em 2016, Ultraman completou 50 anos de sua estreia na TV japonesa e continua atravessando gerações. Pra você, qual a importância do gigante prateado na história do tokusatsu?

Danilo: Toda, igual já comentei nas respostas anteriores. A influência é tamanha que perdura a tanto tempo que são pouquíssimas as séries que ainda se mantém na ativa depois de décadas e atravessando gerações, se reinventando e reaprendendo consigo mesma. Cito dois exemplos claros: Jaspion e Changeman são cultuados no Brasil como "as melhores series", mas sem Ultraman e Ultra Seven elas não seriam metade do que são pela quantidade de referências e inspirações que há na criação.

Blog Daileon: Baltan ou Zetton? Qual destes vilões da série clássica você mais curte?

Danilo: Tenho que escolher algum do mal? Fico com Pigmon que é feio, mas poderia ser criado como um membro da família. Ahahahaha!

Blog Daileon: Nestes 3 anos, o TokuDoc se tornou uma referência tanto pra quem curte clássicos quanto para quem acompanha novas/recentes produções do tokusatsu. O que se deve o sucesso do canal até hoje?

Danilo: Além do diferencial pela abordagem, creio que o fator sinceridade ajuda. Faço porque gosto de fazer e falar sobre o assunto. E claro, o pessoal que segue passa um feedback positivo e me guia no melhor caminho. O TokuDoc não foi criado para fama própria, mas sim valorizar o tema no Brasil e elevar outra vez ao "mainstream", aproveitando a força da internet. O tokusatsu há 30 anos esta(va) guardado como peça de museu. Então, o foco, antes de tudo, é provar que o tokusatsu tem força e pode ser sempre valorizado.

Blog Daileon: Ultraman Geed, a mais nova série da franquia Ultra, estreou recentemente. Quais são suas expectativas para o semanal?

Danilo: Geed chegou com uma carga dramática e uma responsabilidade enorme antes mesmo de começar. A Tsuburaya está sabendo reinventar a franquia de uma forma assustadoramente positiva. A expectativa está a melhor possível.

Blog Daileon: Danilo, muito obrigado pela entrevista. Deixe uma mensagem para os leitores.

Danilo: O obrigado eu é quem deixo, pelo convite e pelo apoio de quem está lendo e acompanha o TokuDoc. Tudo que aconteceu até agora é porque o pessoal que gosta do tema apoia de alguma forma. Espero que também apoiem o livro, pra mostrar que o tokusatsu no Brasil não se resume apenas a nostalgia, mas que tem espaço independente da mídia usada.

O livro Ultraman, de Danilo Modolo, estará a venda em breve. Mais informações na página do site da Editora Estronho. Danilo estará em agosto aqui no Brasil para participar de eventos e divulgar o lançamento. Mais informações no canal TokuDoc no Youtube e nas redes sociais como Facebook e Twitter.

E ATENÇÃO! A pré-venda do livro Ultraman foi lançada nesta sexta (28). Mais informações na Loja Virtual da Editora Estronho. Aproveite!

Assista o vídeo com o anúncio oficial do livro Ultraman:

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Kamen Rider Ex-Aid vai deixar saudades e língua queimada de lembrança

Admita, Ex-Aid e sua turma vão fazer falta

A atual série Kamen Rider chega ao fim no final de agosto. O novo Kamen Rider Build vem aí em setembro. Desde 2013 as séries da franquia tinham estreias marcadas para o mês de outubro. Desta vez será diferente e como era antes, desde Kamen Rider W. Tempo suficiente pra fechar a trama de Kamen Rider Ex-Aid em 45 episódios.

Ex-Aid causou repulsa no início por causa do seu visual que deu aquela vergonha no começo. Até mesmo este blogueiro que vos escreve. É bom lembrar o que eu já dizia nas vésperas do programa: uma coisa é visual e outra é a trama. Infelizmente ainda há quem confunda uma coisa com a outra e vice-versa. Daí acabam perdendo uma ótima série, ao lado da segunda temporada de Kamen Rider Amazons. Rolou até briguinhas tolas no fandom por conta do visual, mas é coisa de quem não tem o que fazer da vida a não ser encher o saco da vida alheia. Antes que me perguntem, não vou comentar nada sobre Build antes da estreia nem muito menos sobre seu visual.

Bom, Kamen Rider Ex-Aid entra para a reta final e o chefão de fato vai dar as caras. Algo pior que Kamen Rider Chronicle? Tudo indica que sim. O legal nessa fase final de Ex-Aid é a ligação entre Emu e Pallad. O episódio desta semana ressaltou bem isso e com uma boa reflexão sobre a fragilidade dos humanos quanto ao medo da morte. Além disso, tudo parece estar se resolvendo para os demais Riders, que já devem se preparar para a batalha final.

Confesso que Kamen Rider Ex-Aid não é minha série Rider favorita, mas recomendo pela boa trama. Seu visual esdrúxulo nos ensina a jamais subestimar um herói pelo visual. Com certeza você já ouviu que não se deve julgar o livro pela capa e que as aparências enganam, não é? O mesmo se aplica aqui.

E a gente segue com a língua bem tostadinha e aguardando o final.

sábado, 22 de julho de 2017

Com novo hospedeiro, Zero faz uma brusca referência ao clássico O Regresso de Ultraman

Reito "possuído" por Zero num momento de encrenca (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Como não poderia passar em branco num ano comemorativo ao cinquentenário de Ultra Seven, o filho do gigante vermelho, Ultraman Zero, também está presente em Ultraman Geed. Tudo está interligado, uma vez que Zero é rival de Belial, o pai do novo herói da mitologia criada pela Tsuburaya. Se você esteve antenado às notícias, deve saber que o novo hospedeiro de Zero é um civil chamado Reito Igaguri (interpretado por Yuuta Ozawa) e será um personagem fixo da nova atração.

Como era de se esperar, Reito funciona como alívio cômico de Ultraman Geed. É casado e tem uma única filha. Seu primeiro contato com Zero foi uma referência à série O Regresso de Ultraman. Da mesma forma como Hideki Go se sacrificou, Reito assim também fez e logo foi levado ao hospital. Lá Zero aparece e fala diretamente ao consciente de Reito, que logo se torna hospedeiro do Ultraman. Igualzinho ao clássico de 1971, só que tudo rápido demais. É óbvio que não teria como ter a mesma emoção. Seria pedir demais, né? Mas dá pra perceber que foi proposital. Não chega também a ser uma paródia, embora essa tenha sido minha impressão.

Zero se comunica com Reito, assim como acontecia com Nozomu Taiga, do filme Ultraman Saga. O humano fica cada vez mais confuso e tentando disfarçar a voz que ecoa em sua mente. Os dois estão observando Geed em ação e tentando investigar. Não deve demorar muito para Reito e Zero se aproximarem de Riku Asakura, Raiha e Pega. De uma coisa é certa, Reito já garante que será um bom e divertido personagem e deve quebrar o gelo de vez em quando.

Não se sabe ainda de Zero irá treinar Geed. No passado, Dan Moroboshi/Ultraseven passou um treinamento carrasco e perigoso para seu discípulo Gen Ootori/Ultraman Leo. Logo, Leo treinou Zero. Isso deve se repetir em breve, talvez não com a mesma intensidade de antes.

O episódio desta sexta (21) foi oportuno para a estreia da forma Solid Burning, que une os poderes de Seven e de Leo.


A ligeira referência ao O Regresso de Ultraman (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Estúdio chinês usa indevidamente a marca Ultraman em nova produção

O Ultraman da Chaiyo
Estava visitando o blog do August Ragone (um dos maiores experts de tokusatsu) e li sobre um novo caso de uso indevido da marca Ultraman. Você deve saber do problema judicial que a Tsuburaya teve que enfrentar com o estúdio tailandês Chaiyo. Uma briga que durou por cerca de dez anos onde a Chaiyo forjou um contrato dizendo, na época, possuir os direitos das seis primeiras séries Ultra (Ultra Q ao Ultraman Taro). Na oportunidade afirmou ter criado o primeiro Ultraman. Tudo na cara de pau, pois sabemos bem que não é verdade.

Surge agora um novo caso onde a franquia é afetada mais uma vez. Ultraman foi anunciado como personagem do próximo filme da série chinesa Dragon Force. O título do mesmo é Dragon Force: So Long Ultraman. Tudo sem a devida autorização da Tsuburaya, que é a criadora/detentora, de fato, do personagem e reconhecida judicialmente, após a disputa com Chaiyo.

O presidente e representante da Tsuburaya, Shinichi O'oka, se manifestou sobre o uso indevido e lamentou. Certamente veremos mais uma exaustiva briga judicial que prejudica mais uma vez o nome de um dos maiores ícones da cultura pop. Fiquemos de olho.

terça-feira, 18 de julho de 2017

O antigo festival de mangá da Toei

Os filmes da edição de 1987
Em 1969, a Toei Animation inaugurou um festival que serviu como uma forma de apresentar suas séries vigentes de então, sempre em períodos de férias. O Toei Mangá Matsuri (Festival de Mangá da Toei). O formato era uma das maiores fontes de receita do estúdio, que produzia em média 1,5 bilhões de ienes, por edição. Os anúncios eram investidos maciçamente em meios como TV e revista.

O evento acontecia simultaneamente nas principais cidades do Japão. Assim o público poderia acompanhar os lançamentos em cerca de 1000 salas de cinema do país. Na maioria das edições a duração do festival era de um mês, para que o público pudesse apreciar as novidades. E como todo bom evento japonês, tinham brindes, pôsteres e outros souvenir para o deleite dos fãs. Em março de 1990 o evento mudou de nome para Toei Anime Fair.

Na época do Toei Mangá Matsuri eram apresentados episódios especiais das séries de anime e tokusatsu. Alguns pareciam episódios curtos ou maiores que o padrão executado na TV japonesa. Por dia eram exibidos cerca de três horas de filmes. Algumas das séries foram exibidas no Brasil como Metalder, Maskman, Jiban, Kamen Rider Black, Dragon Ball, Os Cavaleiros do Zodíaco, Angel, etc. Infelizmente nenhum destes filmes das séries tokusatsu vieram pra cá. Com exceção dos curtas de Cavaleiros (o filme de Abel não fez parte deste circuito) e Dragon Ball tiveram a sorte de serem lançados por aqui em mídias como home-vídeo e TV (incluindo pay-per-view).

Na data de hoje em 1987 foi apresentado uma edição que reunia os curtas de Metalder, Maskman, além dos títulos conhecidos pelo público brasileiro Os Cavaleiros do Zodíaco - O Santo Guerreiro (ou apenas "Saint Seiya" nos anos 90) e Dragon Ball - A Bela Adormecida no Castelo Amaldiçoado, que nada mais serviam como episódios estendidos e que não faziam parte do cânon das suas respectivas cronologias das animações da TV. É preciso que se diga que tem gente que ainda confunde o trailer dessa edição (veja abaixo) como se fosse apenas uma simples divulgação aleatória e com estranheza de desavisados por não ter Kamen Rider Black na lista, já que o mesmo estreou em apenas em outubro do mesmo ano.

Toei Cartoon Festival 1987 por sylvain1985

sábado, 15 de julho de 2017

Universo de Ultraman Geed tem televisores defasados em plena era digital

A bela guerreira Raiha (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

A nova série Ultra começou há uma semana e sua introdução caminhando. No episódio desta sexta (14) surgiu a misteriosa guerreira Raiha Toba que carrega uma espada e esperar algum monstro passar pela frente para cortá-lo ao meio. Seu gênio forte é promissor para a trama. Talvez não seja difícil deixar de lado a lembrança da carismática Naomi Yumeno, vivida pela talentosa Miyabi Matsuura, em Ultraman Orb. Mas a atriz Chihiro Yamamoto, de 20 aninhos (fará 21 no final de agosto), já chama atenção por sua beleza, baixa estatura (155cm) e a intrepidez de sua personagem. Não é nenhum exagero dizer que estamos diante de uma nova musa da franquia.

Falando sério. Uma das coisas que me chamaram atenção no novo episódio foi a diferença do universo de Ultraman Geed. Como comentei em outro post, há uma constante presença de televisores antigos. Tipos aqueles que eram vistos entre os anos 1990 e 2000. Pois bem, até aí a gente pode pensar se tratar de uma história que se passar no passado, certo? Só que se repararmos bem vamos perceber que alguns personagens carregam celulares modernos (Smartphone), como é o caso do próprio Riku Asakura, por exemplo. Veja as imagens:

Riku fala ao celular em...
...plena era com.. TV analógica

A título de curiosidade, o sinal analógico foi extinto no Japão em 24 de julho de 2011. Logo não faria sentido um funcionamento de um aparelho de televisão por lá com qualidade analógica em pleno ano de 2017. O porquê desse elemento é algo que poderemos descobrir mais cedo ou mais tarde com o decorrer da série. Em algum ponto de vista da produção deve fazer sentido, já que o universo de Ultraman Geed tem algo peculiar.

PS: Ainda sobre Ultraman Geed, o fandom se dividiu com a divulgação de um projeto, digamos... pirata da série. Até pouco tempo achávamos que o quadro tinha mudado. E isso não se trata em ser contra as fansubs, fazer mimimi, ir pro lado pessoal, criar tretinha, nem muito menos ser um Ratinho ou uma Cristina Rocha da vida. O que não é o objetivo deste blog, veja bem. O fato é que como fãs devemos apoiar/valorizar os materiais oficiais de tokusatsu que estão por aqui no Brasil e que ainda são escassos. No caso da Crunchyroll (sem propaganda), o acesso é irrisório e qualquer um pode pagar a assinatura e ver os episódios saindo uma hora após a exibição japonesa. A experiência é legal e todo mundo sai ganhando com isso.

PS 2: Felizmente há fansubs que são coerentes e apoiam esses materiais sem fins lucrativos e/ou esperar algo em troca. Tudo porque curtimos, divulgamos e queremos ver tokusatsu com qualidade e dinamismo que o streaming oferece de forma justa. 😏

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Assista o trailer do Festival Death Note no cinema

Como anunciado anteriormente aqui no blog, a Sato Company fará uma maratona com os três primeiros filmes live action de Death Note, somente no dia 2 de agosto nas salas de cinema da rede Cinemark de Santa Cruz e Eldorado, em São Paulo. Veja o vídeo:

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Hiiro jamais almejaria seu objetivo em Kamen Rider Ex-Aid

Hiiro se preparando para a transformação

Você deve ter acompanhado o drama de Hiiro/Kamen Rider Brave nos últimos episódios da série. Para tentar recuperar os dados de sua namorada, Saki Momose - que morreu anos atrás - ele teve que se aliar a Masamune Dan/Kamen Rider Cronus. Essa traição foi meio que por livre e espontânea pressão.

Esse preço quase custou a vida de Taiga/Kamen Rider Snipe, que ficou ferido na batalha anterior e teve que ser operado. No fim das contas, tudo dependia de Hiiro salvar ou não o ex-companheiro de profissão. Caso salvasse Taiga, Hiiro perderia sua namorada para sempre. Por fim essa foi a decisão mais sensata e a mais difícil, tanto como médico quanto como herói.

Obviamente não ia dar em nada e de qualquer jeito Hiiro não conseguiria salvar sua amada. Isso porque Dan já tinha tudo armado e sua chantagem era maior. É fácil reparar como ele usou os dados de Saki em seu favor, até mesmo durante o embate contra Emu/Ex-Aid. E quem garante que Dan cumpriria com a palavra caso sua traição fosse mesmo consumada, não é?

Isso é só mais um motivo para Hiiro se vingar logo logo. É só esperar pra ver acontecer. O perdão de Hiiro também pode fazer com que Taiga saia do ostracismo e volte a trabalhar no CR.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Seiji Yokoyama era gênio e fazia música com alma

Seiji Yokoyama deixou um legado através de séries como Metalder e Cavaleiros do Zodíaco

Ele foi um dos músicos mais brilhantes que já passaram pelo cenário. No Brasil ele é conhecido pelas BGMs de Os Cavaleiros do Zodíaco. Trabalho feito com primazia e que evoluiu na saga de Hades. Não tem como assistir Seiya e cia e não se emocionar, principalmente com as trilhas mais contemplativas. No Japão, Seiji Yokoyama é conhecido trilhas sonoras de diversos clássicos como Captain Harlock, Megaloman e Ohranger.

Teve poucos trabalhos nas séries tokusatsu, porém significativos. Sendo em Metalder o mais marcante. A trilha sonora casava perfeitamente com as situações dramáticas e sombrias que giravam em torno do Homem-Máquina. Apesar do tom melancólico, a trilha sonora ainda emociona com maestria a quem assistiu a uma das melhores séries do gênero. Poética, a trilha sonora de Seiji Yokoyama teve seu momento ápice nos minutos finais da série Metal Hero de 1987. Inesquecível para quem teve oportunidade de acompanhar.

As mesmas trilhas de Metalder foram reaproveitadas em Winspector (de 1990). Apesar de entranho no começo, não demora muito para as conhecidas BGMs do Homem-Máquina caiem como uma luva na trama policial. Seiji também compôs trilhas sonoras próprias para esta série Metal Hero, mas as mesmas trilhas de Metalder souberam combinar com as situações e de maneira própria. Impossível não lembrar referências, principalmente nos episódios 38 e 39, de Winspector, quando os temas de encerramento e abertura são "cantarolados".

Seu trabalho de qualidade inigualável é um legado para os fãs de anime e tokusatsu.

Crunchyroll anuncia Boku no Hero Academia e séries Gundam em português

O canal de streaming Crunchyroll fez dois anúncios importantes neste domingo (9), durante o evento Anime Friends. O primeiro foi o anime Boku no Hero Academia. A série estará disponível no catálogo brasileiro a partir de 15 de julho, quando a primeira temporada estará disponível com legendas em português. Atualmente a série está em sua segunda temporada e os episódios inéditos serão lançados semanalmente aos sábados a partir das 6h30 da manhã.

A outra novidade é o lançamento das séries Gundam, anteriormente anunciadas para o catálogo com legendas em português. Meses atrás a Crunchy lançou estas séries apenas com legendas em inglês. Durante esta semana serão lançadas os seguintes títulos:

Segunda (10) - G Gundam;
Terça (11) - Gundam 00 (Double O);
Quarta (12) - Gundam Build Fighters e Gundam Build Fighters Try;
Quinta (13) - Gundam Seed e Gundam Seed Destiny (HD remasterizado);
Sexta (14) - Gundam Wing e Gundam Wing ENDLESS WALTZ

Segundo a Crunchyroll, mais novidades serão divulgadas ainda durante esta temporada de verão.

sábado, 8 de julho de 2017

Ultraman Geed supera Orb já no episódio de estreia

O filho de Belial se prepara para entrar em ação (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Após meses de ansiedade, a Crunchyroll anunciou na noite desta sexta (7) a transmissão mundial e simultânea de Ultraman Geed. Os mesmos recursos usados no ano passado com o mistério da aquisição de Ultraman Orb. Tudo pra gerar mais e mais expectativas e que funcionou mais uma vez. Felizmente o Brasil também está na lista, o que me deixa bastante contente como fã de tokusatsu.

Sobre a estreia, parece meio estranho a afirmação no título, mas essa é a impressão que a nova série Ultra me passou logo de cara. É claro que cada série tokusatsu tem suas próprias características e peculiaridades. Ultraman Orb tinha um lado mais cômico/carismático que não deixou a peteca cair de jeito nenhum. Seguiu-se firme do início ao fim e soube cativar o público com um número concentrado de personagens principais. Sem contar que a série do ano passado quebrou padrões e fez uma digníssima homenagem aos 50 anos do primeiro Ultraman e sua longeva franquia (que começou antes com Ultra Q, ainda em 1966).

A impressão que Geed deixa é que houve um distúrbio que causou danos no universo com (mais) um ataque de Ultraman Belial. Começa mostrando um atentado à Nebulosa M-78 que resultou na derrota de seus bravos guerreiros. Esse ataque foi sentido na Terra (de algum universo paralelo) e é chamado pela humanidade como Crisis Impact. O que alguns acreditam ser um simples meteorito, mas nada comprovado. Aparentemente a história deve se passar em algum ponto dos anos 1990 ou 2000, considerando o uso do extinto sinal analógico da TV japonesa (sim e com direito à TVs de 14 polegadas).

Era de se esperar que Ultraman Geed pudesse ter elementos sombrios, uma vez que o novo herói é filho de Belial e que também é uma série comemorativa aos 50 anos de Ultra Seven. Um clássico superior ao primeiro Ultraman que carregava nuances de enredos mais sérios e que ainda atrai atenção do público jovem/adulto. Mesmo tendo originalmente o público infantil como alvo. O episódio de estreia deixou mesmo essa marca e foi acima do esperado. Com direito à algumas surpresas. Ainda é cedo pra dizer se a série vai vingar, mas isso não podemos ter dúvida. Ultraman Geed teve uma excelente estreia, nos deu um aspecto mais realista possível. Há um número maior de personagens e cada um tem papel fundamental para o andamento. E é claro, a nova atração em nada desmerece Ultraman Orb. Porém, Ultraman Geed trouxe mais um diferencial que vai mexer com o público de longa data, principalmente. Mais e mais surpresas virão para os amantes das séries Ultra e de ficção científica.

E uma curiosidade: Riku Asakura (interpretado pelo jovem talentoso Tatsuomi Hamada) carrega uma frase de efeito e ao mesmo tempo tao profunda: "Gente parada dorme no ponto!" Com certeza a referência está ligada ao esforço e determinação que cada um de nós temos que ter, assim como os lendários Ultramen nos ensinaram no passado. Vale a reflexão.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Sato Company promove festival com maratona de Death Note


Death Note: Iluminando um NOVO Mundo terá exibição especial nas salas de cinema de todo Brasil apenas no dia 2 de agosto, através da rede Cinemark. O trailer já pode ser visto nas salas de cinema nas sessões que exibem o filme Homem-Aranha: De Volta ao Lar (também somente pela mesma rede de cinamas).

Além disso, a Sato Company irá promover no mesmo dia o Festival Death Note, nas salas da Cinemark Santa Cruz e Eldorado em São Paulo. Serão exibidos na sequência os filmes live action nos seguintes horários:

14h30 - Death Note (2006)
17h30 - Death Note 2: The Last Name (2006)
20h40 - Death Note: Iluminando um NOVO Mundo (2016)

Confira as artes de divulgação do festival e da pre-venda do filme:




quinta-feira, 6 de julho de 2017

Teaser da animação de Godzilla é emocionante

O famoso kaiju em sua nova versão

São poucos minutinhos, mas suficientes para mostrar que Godzilla: Monster Planet (ou mundialmente como Godzilla: Planet of the Monsters) tem tudo para surpreender. O teaser fala por si próprio que o filme deve emocionar, tanto o público de tokusatsu quanto o de animes.

Este é o primeiro longa de uma trilogia produzida em parceria entre a Toho e a Netflix. As sequencias de ação e as artes da Polygon Pictures (o mesmo estúdio de Knights of Sidonia) garantem uma animação de encher os olhos. O roteirista Gen Urobuchi (de Kamen Rider Gaim e Madoka Magica) também é motivo para aguardarmos uma história acima das expectativas. Assista ao teaser:


Godzilla: Planet of the Monsters tem estreia mundial no dia 17 de novembro pelo canal de streaming Netflix.


PS: No blog do Alexandre Nagado (Sushi POP) tem mais informações sobre a nova produção.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Kamen Rider W em mangá

A Toei anunciou neste fim de semana uma sequencia da série tokusatsu Kamen Rider W em mangá. O herói 2 em 1 foi o primeiro da atual fase "Neo Heisei" iniciada em setembro de 2009, logo após o final de Kamen Rider Decade. A série se chamará Futo Tantei (Detetives de Futo) e as edições serão semanais e começam a serem publicadas a partir de 8 de julho pela revista Weekly Big Comic Spirits.

O roteirista Riku Sanjo e o designer Katsuya Terada, que haviam trabalhado na série de TV, revisitam a mitologia neste mangá. Além disso, Masaki Sato fornecerá a obra de arte para a série. Por fim, Hideaki Tsukada, que produziu W e Kamen Rider Fourze, supervisionará esta série.

Os acontecimentos ocorrem logo após o fim da série. Uma força misteriosa chega à fictícia cidade de Futo. A dupla de detetives Shotarô Hidari e Philip voltam à ação para proteger a cidade do vento.

Kamen Rider W (leia: Double) foi a décima primeira série da franquia Kamen Rider na atual era Heisei. Junto com Kamen Rider Decade, a série comemorou o décimo ano das séries Heisei, ocupadas na faixa dominical das 8h da manhã. Este serviu como projeto de outono destas comemorações. A fase Neo Heisei Kamen Rider, iniciada por W, tem a pretensão de permanecer no ar até meados de 2019, como mostrado num vídeo promocional da série. Teve 49 episódios pra TV, 7 filmes para o cinema e dois direto-para-vídeo, além de um game para a plataforma Wii e uma série no formato mini-drama. A dupla Shotarô & Philip foram interpretados respectivamente pelos atores Renn Kiriyama e Masaki Suda. Ambos podem ser vistos em outras produções como os respectivos dramas Switch Girl!! e 35-sai no Koukousei, disponíveis no Brasil pelo canal de streaming Crunchyroll.

O mangá Futo Tantei ainda não tem previsão para lançamento no Brasil.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Novos horários de Kamen Rider e Super Sentai são incômodo para Dragon Ball e One Piece

Super Sentai e Kamen Rider serão concorrentes diretos...

Como escrevi no post anterior, as séries Kamen Rider e Super Sentai vão mudar de horário a partir de 1 de outubro na grade dominical da TV Asahi. O motivo é o lançamento de um jornalístico que atende pelo título provisório Sunday Live e irá ao ar das 5h50 às 8h30 da matina. Com isso, a partir desta data Kyuranger deixa a faixa das 7h30 e será exibido às 9h30 da manhã. Já as séries Kamen Rider (Ex-Aid ou Build) não serão mais às 8h e sim às 9h da manhã. Até o momento não se sabe se o bloco Super Hero Time será oficializado após a mudança. O anime Kikakira PreCure a la Mode, da franquia PreCure, continua na faixa habitual das 8h30.

Acontece que a mudança é um problema para a Fuji TV que exibe Dragon Ball Super às 9h e One Piece às 9h30. Ou seja, respectivamente haverá uma forte concorrência entre Kamen Rider e Super Sentai. Obviamente isso deixa o público japonês indeciso e deve interferir drasticamente nos números de audiência.

Daqui até outubro há uma janela de três meses. Quem sabe até lá a Fuji TV busque uma alternativa para mudar os horários de Dragon Ball Super e One Piece para não sofrer essa forte concorrência. Foi mais ou menos o que aconteceu em 1987 com Zillion, que era exibido na faixa dominical das 10h da manhã, pela Nippon TV e teve que mudar para a faixa das 10h30. Já que a faixa anterior seria ocupada por Kamen Rider Black, na TBS.


...de Dragon Ball e One Piece

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Kamen Rider e Super Sentai mudam de horário a partir de outubro


Segundo o site japonês Sponichi, as séries Kamen Rider e Super Sentai vão mudar de horário a partir do dia 1 de outubro. Atualmente na faixa dominical das 7h30 da manhã, pela TV Asahi, Uchu Sentai Kyuranger será exibido às 9h da manhã (mesmo horário de Dragon Ball Super, na Fuji TV). Já as séries Kamen Rider deixam a faixa das 8h da manhã e migram para às 9h da manhã do mesmo dia da semana (o mesmo de One Piece, também na Fuji TV). Ainda não há confirmação oficial se Kamen Rider Ex-Aid ainda estará no ar em sua reta final ou se o novo horário será inaugurado pela estreia de Kamen Rider Build.

As séries Super Sentai estão na faixa das 7h30 da manhã desde o dia 6 de abril de 1997, com o episódio 8 de Megaranger. A partir de então, as séries Super Sentai voltaram a ter 25 minutos de duração (desconsiderando intervalos comerciais). Antes as séries tinham 20 minutos, modelo adotado a partir do episódio 9 de Dynaman, em abril de 1983. Nesta faixa dominical, as séries Super Sentai formaram uma dobradinha com Kabutack e Robotack (as duas últimas da franquia Metal Hero), Moero! Robocon (primeira obra póstuma de Shotarô Ishinomori) e os Heisei Kamen Riders.

As séries Kamen Rider herdaram o atual horário dominical que eram dos Metal Heroes durante a era Heisei. Inaugurado pelo episódio 10 de Jiban, em abril de 1989. A primeira série Heisei da franquia foi Kamen Rider Kuuga, que estreou em 30 de janeiro de 2000.

Gridman ganha série animada

Gridman em sua versão anime de 2015

O Estúdio TRIGGER (o mesmo de Kill la Kill e Little Witch Academia) anunciou nesta edição da Anime Expo, em Los Angeles, que Gridman vai ganhar uma nova série de anime. Dois anos atrás, o diretor Keita Amemiya (o mesmo de Garo) trabalhou num curta animado baseado no herói.

Denkou Choujin Gridman foi uma série tokusatsu produzida pela Tsuburaya, o mesmo das séries Ultra. Seus 39 episódios foram ao ar entre abril de 1993 e janeiro de 1994 pelo canal TBS, indo ao ar semanalmente nas noites de sábado. Após seu final, Gridman ganhou adaptação americana se tornando Superhuman Samurai. Distribuído no Brasil pela Sato Company e exibido diariamente pela extinta Rede Manchete em 1996 no bloco JapAction. A série nipo-americana foi estrelada por Matthew Lawrence (do filme Uma Babá Quase Perfeita) e o herói foi rebatizado com o codinome Servo.

Até o momento, só se sabe que a série animada não terá relação com a história original. Mais detalhes serão divulgados em breve.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Novo Death Note é promissor e não deve nada à obra original

Light Turner, o "deus do novo mundo"

A Netflix soltou hoje um novo trailer da sua versão de Death Note que está marcado para o dia 25 de agosto. A julgar pelo que foi mostrado, a adaptação segue fiel à obra original do roteirista Tsugumi Ohba e do ilustrador Takeshi Obata. Lá estão presentes elementos básicos da trama como a descoberta do caderno da morte por Light (Turner), seu primeiro contato com Ryuk, lista de nomes e até mesmo Kira é mencionado - e com direito à missa negra. Claro, tudo american way of life.

O que é engraçado nessa história é gente na internet falando que o filme será ruim por "mexer na história original". Isso não interfere absolutamente em nada a série  que continua do mesmo jeitinho de sempre. Na boa, é que alguns fãs acham ou esperam que a coisa deveria ser tudo com atores japoneses ou que deveria acontecer uma maratona dos 37 episódios na tela. Muita gente não sabe o que é uma adaptação e sai por aí achando que tudo tem que ser obrigatoriamente ruim. Não é bem assim.

Até aonde foi apresentado, o filme não deve nada ao que vimos no anime/mangá. Temos que esperar até o lançamento pra ver qual será resultado final desse novo Death Note. Assista o trailer oficial:

terça-feira, 27 de junho de 2017

Ryuk é destaque em novo pôster de Death Note

Falta menos de dois meses para o filme live action de Death Note pela Netflix. O canal de streaming divulgou nesta terça (27) uma imagem promocional que destaca Ryuk, o shinigami (deus da morte) da trama criada pela dupla Tsugumi Ohba e Takeshi Obata.

Ryuk será interpretado por Willem Defoe, que está muito bem caracterizado como podemos ver. O ator foi nada mais e nada menos que o Duende Verde na antiga trilogia do Homem-Aranha no cinema.

Death Note estreia na Netflix em 25 de agosto. Confira o pôster:



segunda-feira, 26 de junho de 2017

Kiriya foi mais uma cobaia da própria Toei

Kiriya nos enganou direitinho (Foto: Reprodução/TV Asahi)

Já escrevi algumas vezes aqui no blog sobre a Toei insistir em alguns momentos o mesmo elemento, que cá pra nós, está batido e às vezes fica sem graça. Eu falo daquele lance de enganar o inimigo pra enganar o aliado. Elemento usado em alguns crossovers entre Kamen Rider e Super Sentai e que já foi usado em algumas séries. O caso mais recente foi o de Stinger, o Sasori Orange de Kyuranger.

No episódio deste domingo (25) de Kamen Rider Ex-Aid aconteceu algo do tipo. Quem está acompanhando a série sabe que Kiriya (Kamen Rider Lazer) retornou do além, ou pelo menos os seus dados. Há alguns episódios ele voltou como vilão, ao lado de Cronus. Provocou uma briga entre Emu (Ex-Aid) ao dizer algo que o deixou muito fulo da vida.

Mas tudo não passava mesmo de uma encenação. Tudo baseado nesse mesmo elemento usado à exaustão pela Toei nos últimos tempos. Pelo menos, Kiriya nos enganou muito bem. Ele poderia ficar mais um tempo como vilão, mas ainda assim não teria tanta graça quanto ficou até agora. E essa jogada foi mais imprevisível com Kiriya do que com Stinger.

sábado, 24 de junho de 2017

Toei desrespeitou Jaspion por participação reduzida em Space Squad?

A primeira aparição de Jaspion em mais de três décadas (Foto: Reprodução)

Nem preciso dizer que era totalmente previsível a reação dos saudosistas da Manchete em relação à pequena participação de Jaspion no filme Space Squad: Gavan vs. Dekaranger. Sem recriminar ninguém nem nada do tipo, mas estamos falando de um público que não curte de verdade tokusatsu e sim as séries japonesas que passaram na Manchete. Entenda, nada contra quem curte esses clássicos pois também assisto até hoje. O problema é a falta de atualização e de atenção dos mesmos.

Desde o anúncio oficial em dezembro passado que foi avisado que Jaspion teria uma participação reduzida. Mesmo assim, teve gente que aparecia na internet dizendo que era um "filme do Jaspion" e coisas do tipo. Uma tremenda ilusão. O filme é um crossover entre Gavan e Dekaranger (como o título sugere). Jaspion foi coadjuvante. E acredite. A celeuma foi maior quando o filme saiu. É fácil encontrar nas redes sociais comentários como:

- "Isso é um desrespeito ao Jaspion."

- "Por que Gavan faz mais sucesso que Jaspion?"

- "Jaspion é mais forte que o Gavan".

- "O Daileon é mais bonito que a nave do Gavan."

- "Jaspion é o melhor."

- "Em qual parte do filme o Jaspion aparece?"

- "Vou assistir só pra ver o Jaspion."

- "Jaspion, Jiraiya e Jiban aparecem."


É mais ou menos esses causos que a gente vai encontrar fácil fácil no fandom brasileiro. Então, vamos contextualizar por partes:

Os primeiros Ultraman, Kamen Rider e mais Akarenger (o líder de Gorenger) são considerados cult no Japão, uma vez que são pioneiros de suas respectivas franquias. Eles tiveram participações pequenas/medianas e houve sitauções em que os atores que viveram originalmente estes personagens no passado não apareceram. Foi o caso de Susumu Kurobe, por exemplo, que não voltou a interpretar Shin Hayata no filme do Ultraman X. Aliás, a forma humana nem apareceu no filme e sequer a voz de Susumu foi emprestada para o gigante prateado. Falta de respeito com o herói cinquentenário? Não mesmo. Susumu Kurobe está meio que afastado das gravações devido sua idade avançada. O que não o impede de um dia voltar a participar de alguma produção (nesse caso, seria apenas uma ponta, por motivos óbvios). O mesmo vale para o Jaspion voltou a aparecer após 31 anos de seu episódio final.

Sobre Gavan: Ele é um cult, pois é o primeiro Metal Hero e isso foi devido ao seu sucesso que, na época, foi quase imediato. Gavan veio de uma influência de clássicos cinematográficos como Star Wars. Foi a salvação financeira da Toei que passava pela sua segunda crise de criatividade. Explico melhor nesse texto que escrevi em março.

Sobre Jaspion: Ele é um cult para nós brasileiros. Para os japoneses ele é só mais um herói como tantos outros da franquia Metal Hero. Não foi um fracasso e teve sucesso mediano. Porém sem a mesma popularidade de Gavan e essa sorte o Tarzan Galático teve mesmo só e somente aqui no Brasil. Em 2015 escrevi também sobre os bastidores de Jaspion aqui no blog.

Outra coisa: tem gente que acha que Jaspion é o mais forte que os Policiais do Espaço. Não é por aí. Não curto muito esse tipo de comparação, pois as conclusões são exageradas e injustas na maioria das vezes. Se você prestar bem atenção, Jaspion passou por situações parecidas que a dos seus antecessores. Por exemplo, Sharivan quase foi morreu nas mãos de Shouri Beast naquele episódio onde aparecem os Irmãos Bengel (ou "Brasas" Bengel na dublagem) e conseguiu superar a situação antes que fosse derrotado. O mesmo vale para a vez em que Jaspion quase morreu nas mãos de Zampa. Esse tipo de coisa é um elemento chamado "deus ex machina", onde o roteiro favorece que o herói principal vença mesmo que a probabilidade seja o contrário. Pra se ter uma ideia, isso recursos é bastante usado em Os Cavaleiros do Zodíaco em situações do tipo. Voltando aos Metal Heroes, Spielvan foi o menos favorecido, já que houve situações em que ele era salvo por Lady Diana e vice-versa.

Outra coisa 2: É uma pena que os "mancheteiros" só perceberam a volta de Jaspion, Jiraiya e Jiban. Outros heróis também vão aparecer, inéditos no Brasil em sua maioria. Não vou mencioná-los pra não dar spoiler. Ah, é preciso que se diga que NÃO SÃO TODOS os Metal Heroes que vão aparecer em Space Squad.

Outra coisa 3: Infelizmente tem muita gente tomando como verdade uma teoria de um fã japonês que achou que Gaku Sano (Kamen Rider Gaim) deveria ser um sucessor do Jaspion na história. Daí vai surgir mais falsas esperanças lá na frente. Menos, gente. Não tem nada confirmado.

É claro que não são todos os fãs de Jaspion que passaram por tais vexames. Felizmente existe parte do público que é "pé no chão". Aliás, foi legal ver o Jaspion numa produção inédita após três décadas. Mesmo que tenha sido por pouco tempo. Ele deve aparecer numa possível sequencia de Space Squad. Ainda assim a citação de Jaspion foi significativa e serviu de acréscimo tanto para sua própria mitologia quanto para a de Gavan.

Devemos ser gratos à Toei que lembrou do nosso herói de alguma forma.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Girls in Trouble tem Herbaira sedenta por sangue como jamais visto antes

As garotas em apuros

Para entender os eventos de Gavan vs. Dekaranger, é preciso assistir primeiro a esse filme. Inicialmente a apresentou Girls in Trouble: Space Squad Episode Zero como "um filme de ação com garotas sensuais". Daí foi mexendo com a imaginação do público masculino - é óbvio - além das divulgações oficiais de que se tratava do filme mais violento da série e que trazia a nova versão de uma antiga vilã das séries Metal Hero.

Não foi bem um filme com erotismo, apesar de pouco fanservice e de ser um elenco praticamente formado por mulheres. A atmosfera foi diferente, pelo menos no início da trama. Ao menos as protagonistas serviram como chamariz. Como o momento é de crossover entre Gavan e Dekaranger - esqueça o Jaspion por enquanto - a intensão do diretor Koichi Sakamoto e do roteirista Naruhisa Arakawa era unir as garotas das duas mitologias, que, por fim, fazem parte do mesmo universo. Daí tivemos o encontro da dupla Umeko/Deka Pink e Jasmine/Deka Yellow com o trio Shelly, Sissy e Tamy. Respectivamente as assistente dos novos Gavan, Sharivan e Shaider.

O filme começa num misterioso dome onde as garotas estão presas e não se lembram como foram parar ali. Além das garotas citadas há pouco, também estão as novatas Vivian (este foi o nome da filha do Comandante Qom, interpretada por Kiyomi "Anri" Tsukada num episódio de Shaider) e Maki. Para sobreviver, elas tem que enfrentar uma versão monstruosa de Herbaira (Hellvira), a vilã assassina da série Spielvan (de 1986). A nova Herbaira é muito mais sanguinária e não perdoa ninguém. Tudo do jeito que remete aos clássicos hollywoodianos como Alien e O Predador. Surge também a nova Benikiba (baseada na vilã original de Jiraiya, série Metal Hero de 1988) que, no passado, teve um determinada passagem pela Polícia Galática. Como complemento na trama, também surge a Secretária Sophie (erroneamente chamada por desavisados como "a chefe do Gavan") que tem um papel fundamental para os eventos deste prólogo.

Mais uma vez a antiga trilha sonora do grande Chummei Watanabe se destaca numa série totalmente moderna. Em Girls in Trouble - nome de um dos temas de encerramento de Dekaranger - podemos ouvir mais uma vez as BGMs de Shaider e Sharivan sendo tocadas. A última vez aconteceu nos dois filmes da série Uchuu Keiji NEXT GENERATION. Assim o filme foge em alguns momentos do clima tenso de terror/suspense proposto. Dosando momentos de graciosidade e fortes cenas de violência.

O single de Girls in Trouble foi lançado em janeiro deste ano e foi interpretado pelas atrizes Ayumi Kinoshita (Jasmine), Mika Kikuchi (Umeko), Suzuka Morita (Shelly), Misaki Momose (Sissy) e Mayu Kawamoto (Tamy). O mesmo é o tema de encerramento intitulado como "Girls Say Halleluya". Mika e Ayumi (esta última anunciou recentemente sua segunda gravidez) continuam transmitindo a mesma graciosidade dos tempos de Dekaranger nas manhãs de domingo, mesmo agora que ambas estão na casa dos 30 anos de idade.


A monstruosa Herbaira

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Gavan vs. Dekaranger abre caminho para a nova Liga da Justiça

O encontro de Dekaranger e Gavan Type-G

Demorou muito tempo para a Toei pensar em algo mais consistente e que reunisse grandes heróis do estúdio. Parece que agora a realidade está mudando com o lançamento dos filmes Space Squad. Inicialmente a Toei tinha planos para lançar direto-para-vídeo. Mas a repercussão no final de 2016 foi tamanha que em janeiro passado foram anunciadas as exibições itinerantes dos filmes Girls in Trouble e Gavan vs. Dekaranger nas salas de cinema do Japão. Os lançamentos em DVD e Blu-ray ainda vão sair oficialmente a partir de julho. Porém, alguns exemplares foram adiantados como brindes. Um belo agrado para os fãs japoneses.

Sem dúvida alguma, o filme mais esperado foi o crossover entre Geki Jumonji/Gavan Type-G e o sexteto liderado por Akaza Banban/Deka Red. Há tempos que a Toei deixou a entender que havia uma antiga amizade entre o primeiro Gavan, Retsu Ichijoji, e Doggie Kruger, o Deka Master. Anos depois o sonhado encontro das duas sagas se tornou realidade. E o que é melhor, expandindo o universo da Toei com novas versões de vilões clássicos das séries Metal Hero.

Antes de seguir, é preciso entender que crossovers como Super Hero Taisen, por exemplo, servem para dar possibilidade dos heróis das franquias Super Sentai (com exceção de Kyuranger), Metal Hero e Kamen Rider coexistirem no mesmo universo. Por si só, esse motivo dispensa explicações e até mesmo teorias de fã.

Space Squad conta com a volta de MacGaren (Mad Gallant), o filho de Satan Goss e rival icônico de Jaspion num passado distante. Apesar de se apresentar com uma nova armadura - e ter apenas a voz do lendário Junichi Haruta - ele não é exatamente o mesmo que conhecemos nos tempos da extinta Rede Manchete. O mesmo vale para Benikiba - interpretada por Mikie Hara - que não tem relação alguma com a verdadeira filha de Dokusai, em Jiraiya. Porém, os dois são chaves essenciais para o que podemos entender pela formação dos 12 apóstolos do verdadeiro inimigo que está por trás de tudo, Kyōsō Fumein. Embora um deles seja independente disso tudo e tem um  motivo maior para se aliar.

Deka Red e Gavan Type-G medem forças com a nova encanação de MacGaren

A introdução de Jaspion na história é pequena e aos mesmo tempo fundamental. Se você é daqueles que ainda está aguardando uma participação maior do nosso querido Tarzan Galático, mesmo com todos os avisos, é bom afogar as mágoas numa maratona da série clássica pra aliviar a dor de cotovelo ou entender de vez o contexto de Space Squad pra não criar falsas esperanças. Ao contrário do que pensávamos, Jaspion não aparece em um flashback para explicar sobre a origem de Macgaren ou algo assim. Há uma explicação sobre um material especial feito no planeta Edin. Em contrapartida, Satan Goss também aparece ou pelo menos o que sobrou do demônio da galáxia. Meio rápido e com breve referência à trilogia dos Policiais do Espaço, acredite.

Só que nem tudo está perdido e não deve parar nessas referências. Space Squad deve ser uma espécie de Liga da Justiça ou Vingadores da Toei. Possivelmente veremos Jaspion - sem a participação de Hikaru Kurosaki, é claro - em novos filmes da série. Além dele estão prometidos outros heróis das franquias Metal Hero e Super Sentai. Mais precisamente ligados aos temas espaciais e policiais. Eles formarão o senbatsu team.

Gavan vs. Dekaranger é divertido e não cai em fanservices gratuitos, que era o grande mal de alguns dos recentes crossovers do estúdio. É um misto de violência e carisma. A trilha sonora original de Gavan foi um dos destaques. Talvez porque não esteve presente em Gavan: The Movie (de 2012). Agora teve todo um charme. O carisma dos Dekaranger também ajuda. Um dos momentos mais esperados pelo público é o casamento de Sen/Deka Green e Umeko/Deka Pink que sofre imprevisto, devido ao ataque dos novos inimigos que estão por trás de um caso que envolve estranhas sanguessugas.

O diretor Koichi Sakamoto e o roteirista veterano Naruhisa Arakawa fizeram um excelente trabalho que não deve decepcionar o público. Ambos conhecem bem essas mitologias que devem acrescentar mais e mais elementos. A ansiedade só aumenta para saber o que vem por aí e vai além de um mero saudosismo.