segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Um palpite: Freeza vai sabotar o Torneio em Dragon Ball Super

Freeza está planejando algum plano maquiavélico? (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Pode ser que este blogueiro que vos escreve esteja certo ou errado, mas alguma coisa não cheira bem no momento atual do Torneio dos Doze Universos em Dragon Bal Super.

No episódio da semana passada, Freeza foi um tanto benevolente com Goku ao transferir parte de sua própria energia para o Saiyajin. Ali foi uma retribuição da clássica luta entre eles em Dragon Ball Z. Porém, Freeza ainda apresenta nuances de crueldade como aconteceu ao jogar Kyabe para fora da arena no episódio deste domingo (22). Até aí, não houve mortes. O que é proibido pelas regras do Torneio. Há a questão do Freeza ter traído Frost episódios atrás. Pode significar uma mudança na personalidade de Freeza? Sim, mas nada provável.

O que estou querendo dizer é que Freeza pode estar tramando um grande plano para sabotar o Torneio, tentando ganhar confiança dos demais guerreiros do Sétimo Universo. Algum plano inimaginável, talvez. É bom ficarmos atentos no que o vilão pode fazer antes mesmo do final do Torneio.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Netflix revela data de O Justiceiro em trailer explosivo

O anti-herói da Marvel está de volta

A espera acabou. Após muito suspense e até rumores sobre um adiamento, a Netflix revelou a data de lançamento da primeira temporada de O Justiceiro. Todos os 13 episódios serão disponibilizados pelo canal de streaming a partir de 17 de novembro. Jon Bernthal volta a interpretar o anti-herói da Marvel após sua participação na segunda temporada d'O Demolidor. O mais novo trailer está carregado de tiro, sangue e muita explosão.

Assista:

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Rede Brasil adquire novo pacote de animes

The Lost Canvas será exibido pela primeira vez na TV brasileira

Segundo informações do site Animation Info, a Rede Brasil adquiriu um novo pacote de animações japonesas. Em parceria com a distribuidora FlashStar, a emissora paulista irá exibir Os Cavaleiros do Zodíaco: The Lost Canvas e As Aventuras do Pequeno Príncipe. Além da animação Poporo: O Pequeno Pinguim, da Coréia do Sul e O Diário de Mika, produção brasileira indicada ao prêmio internacional Emmy Kids.

O anúncio oficial da nova programação da Rede Brasil deverá acontecer ainda na noite desta quarta (18) no programa Em Revista com Evê Sobral, que contará com convidados como os jornalistas Eduardo Vilarinho, Marcelo Del Greco, a dubladora Tânia Gaidarj, entre outros.

Até a publicação deste post, não há previsão de estreia dos novos programas. Os Cavaleiros do Zodíaco: The Lost Canvas ainda é inédito na TV brasileira. Seu lançamento aconteceu anos atrás diretamente para vídeo e atualmente é exibido via streaming pela Netflix. Já As Aventuras do Pequeno Príncipe é conhecido por sua exibição nos anos 80 pelo SBT. Os primeiros 16 episódios (de um total de 39) foram lançados em vídeo pela Focus Filmes e este mesmo lote também está disponível na Netflix.

Atualmente a emissora exibe - com exclusividade na TV brasileira - uma dobradinha entre Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z na faixa das 20h, com qualidade em alta definição.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Jiren virou clássico e salvou Dragon Ball Super

O guerreiro mais forte do 11º Universo (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Nas vésperas do especial de Dragon Ball Super na semana passada, havia uma grande expectativa sobre a duelo entre Goku e Jiren. Sem dúvida alguma, foi um episódio épico na mitologia. Não demorou muito para perecermos que o maior guerreiro do 11º Universo se tornou uma lenda entre os fãs. Um adversário clássico que será lembrado por muitos anos pela frente - quem sabe até com ar de saudosismo.

E ele continua surpreendendo. No episódio deste domingo (15), Jiren travou uma batalha contra Hit. Outra grande revelação em Dragon Ball Super. Hit foi superado por Jiren, mesmo usando todos os seus recursos de ataque. Saiu da arena como herói, mas Jiren se saiu melhor. É provável que ele possua mais técnicas e ainda não tenha mostrado tudo o que pode fazer.

Jiren salvou o Torneio dos Doze Universos de batalhas rápidas demais e não tão memoráveis. Não que estivesse ruim, entenda. A atuação de Jiren é imprevisível em Dragon Ball Super e só aumentou mais e mais o interesse pelo programa que vinha sofrendo furos, enrolações e personagens chatos (como a Ribrianne). Só tem a melhorar nos próximos episódios com a força de Jiren em evidência.

PS: No post anterior disse que Goku tinha se transformado num nível Super Saiyajin. Fui chamado atenção nos comentários de que se tratava de uma técnica. Como escrevi logo após o episódio e as informações eram destrinchadas, ficou claro que o Instinto Superior (ou Instinto Supremo) não pode ser uma transformação como estamos habituados. O Youtuber Nelson, da Casa do Kame, explicou passo-a-passo esse processo num vídeo recente.

Stranger Things tem Chiquinha em vídeo promocional

A segunda temporada de Stranger Things estreia no dia 27 deste mês. É uma das séries mais legaos da Netflix e tem todo tipo de referências aos anos 80, principalmente de filmes de ficção científica da época. Para esquentar a divulgação, a atriz mexicana María Antonieta de las Nieves, a Chiquinha do seriado Chaves, volta a interpretar a personagem num vídeo promocional. Confira:

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Robo Gigante: 50 anos do herói com a força de um Megaton

Daisaku Kusama ao lado do seu Robô Gigante

Em 11 de outubro de 1967, iniciava mais um cult da ficção científica que marcou a era dos heróis gigantes e monstros de borracha na TV japonesa. Robô Gigante (Giant Robo) é uma criação de Mitsuteru Yokoyama (1934~2004). O mesmo de títulos como Tetsujin 28-go e Akakage e um dos mais renomados mangakás do Japão. Antes da TV, o herói apareceu pela primeira vez nas páginas da Weekly Shonen Sunday, entre maio do mesmo ano e março de 1968. Dividido em três volumes. Hoje Robô Gigante é uma franquia formada também por uma OVA de 1992 (lançado em vídeo no Brasil) e uma série de anime de 2007 (distribuída por aqui via Sato Company).

O semanal televisivo focava no garoto Daisaku Kusama que conhece logo Juro Minami. Um jovem que trabalha secretamente como um agente do Esquadrão Unicórnio. Organização que luta em defesa da paz mundial (bem como os esquadrões anti-monstros das séries Ultra). A Unicórnio luta contra os ataques do grupo Big Fire, liderado pelo temível - e horrendo - Imperador Guilhotina que sempre mandava robôs/monstros gigantes e sempre contava com fiéis vassalos. Durante um dos ataques, Daisaku e Juro salvam um cientista que desenvolveu um gigantesco robô - baseado na egípcia Esfinge de Gizé - que possui um poderoso arsenal de batalha e é sacrificado em seguida.

O robô só poderia ser controlado pela primeira pessoa que gravasse sua voz num dispositivo de pulso. Essa pessoa é Daisaku que testou por acidente e, não por acaso, o garoto foi recrutado para o Esquadrão Unicórnio. Mesmo em missões de alto risco, Daisaku fazia dupla com Juro. No Esquadrão Unicórnio eles são respectivamente os agente U7 e U3. Lá também se destacam o Comandante U1, a bela agente U5 e a pequena Marie, que aparece no meio da série. Aparentemente esta baixinha é inútil, mas se mostra muito esperta (se duvidar, é bem mais que o resto do grupo). O Esquadrão Unicórnio se comunicava com o código "Cartão de Napoleão", respondido em seguida como "Diamante 15". Os agentes também se saudavam com estalar de dedos que faziam um efeito sonoro engraçado.

Os primeiros 16 episódios de Robô Gigante foram exibidos nas noites de quarta-feira pela NET (atual TV Asahi) pontualmente às 19h30. A série mudou para o mesmo horário nas segundas-feiras, entre 29 de janeiro e 1 de abril de 1968. No total, foram produzidos 26 episódios pela Toei Company.

Em 1969, Robô Gigante foi lançado nos EUA como Johnny Sokko and His Flying Robot, por intermédio pela extinta American International Pictures. Produtora que esteve em atividade entre 1954 e 1980. Por isso a alteração nos créditos que faziam o espectador pensar se tratar de uma série japonesa feita na terra do Tio Sam. Algo muito comum na época e que ainda existe, não com a mesma proporção de antes. A cronologia desta versão tinham alguns episódios trocados.

Atualmente a Orion Pictures, subsidiária da MGM, possui os direitos do Robô Gigante e a mesma cedeu os direitos para a Shout! Factory lançar o clássico em DVD-box com quatro discos. A coleção foi lançada por lá em 2013 e teve brindes com pôster e livreto especial. Quer mais? Na ocasião, o lançamento de Robô Gigante contou com evento comemorativo em Los Angeles.

Veja as imagens de divulgação:





No Brasil, Robô Gigante estreou pela TV Globo no dia 29 de novembro de 1969 às 18h30. Indo ao ar aos sábados. No mesmo dia, a emissora estreava também o programa infantil Lilico & Cócegas, apresentados pelos humoristas Lilico e Rony "Galeão Cumbica" Cócegas. Este ia ao ar às 18h, também aos sábados. Curiosamente o primeiro programa comemorou os 1000 gols do Pelé.


Anúncio das estreias de Lilico & Cócegas e Robô Gigante na Globo, 
em 29 de novembro de 1969 (Foto: Reprodução/O Globo)

A série passou também nos anos 70 pela extinta Tupi e nos anos 80 pela Record. As matrizes foram trazidas da versão americana. Infelizmente esse material se perdeu. Em dezembro de 2012, a série ganhou lançamento brasileiro em DVD pela Cult Classics. A primeira remessa teve apenas o áudio em inglês e a segunda com o áudio original adicionado. Porém, ambas tomaram como base a versão estadunidense da extinta AIP, com alguns episódios sem abertura e nomes e diálogos gringos mantidos pela tradução.

E um triste registro: O ator Mitsunobu Kaneko (Daisaku Kusama) morreu no dia 11 de junho de 1997, vítima de um acidente de carro. Ele era irmão do ator Yoshinobu Kaneko, que interpretou Zerosen no episódio 15 de Ultraman.

Ao lado de Ultra Seven, o faraônico (sem trocadilho) Robô Gigante é um cult imperdível que garante diversão com muita ação, espionagem, maquetes, explosões e um misto de fantasia e inocência. O final da série é um dos melhores e mais emocionantes ao lado de Metalder e tantos outros clássicos do tokusatsu.

Assista, faça sua pose de batalha e "dê um soco de um Megaton".

Agradecimentos: Matheus "Dyna Black" Mossmann

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Yu Yu Hakusho estreava há 25 anos

A imagem promocional comemorativa do animê

Esse é um dos animês mais bacanas que já passaram por aqui. Os fãs tem duplos motivos para comemorarem. As aventuras do detetive sobrenatural Yusuke Urameshi completam 25 anos nesta terça (10). Sua exibição acontecia semanalmente aos sábados na faixa das 18h30 da Fuji TV.

Outro motivo é que Yu Yu Hakusho completou 20 anos de estreia pela extinta Rede Manchete. Por lá estreou no dia 24 de março de 1997. Inicialmente passava em dois horários: uma às 9h30 da matina e outra às 18h30. Lembro que era bem difícil acompanhar no começo pois estudava pela manhã e à noite tinha lá o velho e famigerado telejornal local que estava lá no meio da programação infanto-juvenil pra informar (ou atravpalhar). Mas isso foi corrigido em seguida e logo ficou fácil acompanhar Yusuke em sua saga contra seres do mundo sobrenatural, ao lado de Kuwabara, Hiei e Kurama.

Não só a trama chamava prendia atenção da molecada. A dublagem era um charme à parte. Os trabalhos ficaram a cargo da Audio News, estúdio carioca fundado por Marco Ribeiro. O homem que emprestava a própria voz para Yusuke e dava aquele jeito "malandrão" que conquistou o público. A trilha sonora brasileira é outro ponto que não pode deixar de ser mencionada. "Geração dos Sonhos" é uma das canções mais belas e que fazia qualquer adolescente apaixonado colocar o som às alturas. Este foi o último tema de encerramento do animê. Aliás, os temas brasileiros tiveram um trabalho primoroso de Hans Zeh (assista a entrevista que ele concedeu este ano ao JBox).

Desde de sua estreia na Manchete, Yu Yu Hakusho segurou a programação infanto-juvenil com exaustivas reprises, junto com o animê Shurato, e as séries tokusatsu Jiraiya e Maskman, durante a crise que levou a falência da emissora dos Bloch. Na época essas quatro séries eram licenciadas pela extinta Tikara Filmes, do sr. Toshihiko Egashira e foram exibidas pela última vez na TV aberta em 1999, na TV! (emissora experimental que antecedeu a programação oficial da RedeTV!).

Mas não parou por aí. Yu Yu ganhou novo fôlego em 2004 com um novo lançamento, agora pelo selo da Cloverway. Por pouco a redublagem aconteceria na extinta Álamo, em São Paulo. Temendo o possível baixo retornou que Yu Yu poderia sofrer, a Audio News ficou responsável mais uma vez pela escalação. Mantendo a maioria das vozes do elenco original. A Band adquiriu a série através de outra distribuidora, a Swen. Apesar de anúncios na programação, a volta de Yusuke e sua turma não aconteceu por lá e somente em 2005 pela Rede 21 (seguido pela Play TV), onde passou mais uma vez em horário nobre. Porém com cortes, devido às imposições do Ministério da Justiça. Problemas que não existiam nos tempos da Manchete. A Band chegou exibir em 2007 apenas como tapa-buraco na programação. Fora isso, houve um lançamento em DVD pela Playarte. Além do mangá publicado pela editora JBC em 2014.

Até hoje obra de Toshihiro Togashi (o mesmo de Hunter x Hunteré cultuada pelo público que acompanhou a série nos velhos tempos. É um clássico que começou nas páginas da Shonen Jump no início dos anos 1990. A produção do Studio Pierrot foi ao ar na TV japonesa entre 10 de outubro de 1992 e 7 de janeiro de 1995. Rendeu 112 episódios e mais alguns especiais direto-para-vídeo e também para o cinema.

Yu Yu Hakusho é reprisado atualmente na emissora japonesa Chiba TV desde abril e seu final irá ao ar ainda nesta semana, na próxima quinta-feira (12). A ocasião rendeu a imagem acima que serviu apenas para comemorar os 25 anos do clássico. Até o momento, nenhum anúncio oficial de uma continuação.

Só nos restam a lembrança de bons tempos que não voltam nunca mais. Afinal, não conhecemos outro mundo por querer.

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Trailer de Star Wars VIII é carregado de trevas

O Último Jedi será a despedida de Carrie Fisher

O vídeo foi a coisa mais esperada da noite desta segunda (9). O novo pôster saiu algumas horas antes da liberação do novo trailer. Star Wars: Episódio VIII - Os Últimos Jedi é simplesmente carregado das mais densas trevas que puder imaginar. Ora, estamos falando de um filme decisivo nesta nova trilogia.

Pelo que o material mostrou, Ray (Daisy Ridley) tem forte tendência para passar para o lado sombrio da Força. Luke Skywalker (Mark Hamill) está de volta e deverá ser o mentor da jovem guerreira e passa a suspeitar sobre um poder maior que o dele e fica receoso.

Star Wars: Episódio VIII - Os Últimos Jedi também vai marcar um momento triste na franquia. Será o último filme a nossa querida Carrie "Leia" Fischer, que morreu no final do ano passado. Por essas e outras, será o mais sombrio de toda a saga e o mais pesado. Este natal terá uma cara mais sombria dos últimos anos.

Estreia em 14 de dezembro nos cinemas brasileiros.

Veja o trailer:



Confira também o novo pôster:


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Especial de Dragon Ball Super foi digno de deixar o espectador na ponta do sofá

O novo Super Saiyajin (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Valeu a pena esperar duas semanas para ver o episódio especial de Dragon Ball Super. Na realidade foram dois na sequencia que contaram a luta mais aguardada do Torneio. A Toei guardou uma grata surpresa para o público nesta fase tão cheia de altos e baixos do Torneio. Isso justificou a dobradinha.

Jiren se mostrou um rival à altura de Goku. Frio, calculista e não movia um músculo nos primeiros ataques do Saiyajin. É um oponente de um poder terrível, capaz de repelir até mesmo a Genki Dama. Como se suspeitava, Goku se transformou no novo - e assombroso - Super Saiyajin com absorção da Genki Dama. Assim, Goku alcançou um poder que supera até mesmo os deuses. Uma pena que seja temporária. Um gancho para os próximos episódios. O novo poder de Goku durou pouco, mas foi o suficiente para mostrar do que é capaz. Talvez não seja nem a metade do que pode ser. É questão de tempo para se adaptar e dominar esse poder.

O momento da transformação de Goku para esse nível Super Saiyajin foi marcado por uma canção cantada por Akira Kushida. Veterano cantor conhecido por interpretar temas de várias séries tokusatsu, especialmente da franquia Metal Hero (como Gavan, Jaspion, Jiraiya, Jiban etc). Outra coisa legal foi o favor que Vegeta fez em espantar Ribrianne. Ainda não tinha comentado sobre ela que é uma personagem chata e forçada. Ela está longe em querer ser uma deusa adorada com tanto excesso de "poder do amor" pra lá e pra cá.


Esse foi o melhor episódio de Dragon Ball Super e foi digno de deixar o espectador na ponta do sofá e vibrar com emoções a mais de oito mil. Gosto muito da franquia do Akira Toriyama, com todos os defeitos e tal. Fazia tempo que um episódio de Dragon Ball não me empolgava tanto como esse. Tão bom como nos velhos tempos da série Z.

A rivalidade entre Jiren e Goku (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

sábado, 7 de outubro de 2017

Terra Formars - Missão em Marte

O filme chega ao Brasil direto-para-vídeo

Despercebido pelo público brasileiro, Terra Formars - Missão Marte chega ao nosso mercado em DVD via Focus Filmes. O filme estreou no Japão em abril de 2016 e contou com distribuição local da Warner. É baseado no mangá/animê conhecido por suas cenas fortes cenas fortes. Por aqui, a previsão inicial era para o começo deste ano e está à venda desde o final de agosto.

O enredo é basicamente o mesmo da obra original de Yu Sugasa. No distante ano de 2599, os humanos estão em busca de um novo lar e preparam terreno para uma colonização em Marte. Para testar o ambiente, baratas foram enviadas para o experimento há cerca de 500 anos. A experiência foi uma catástrofe e as baratas se tornaram em criaturas humanoides, dotadas de uma terrível força. Sem saber sobre a missão, jovens são enviados para uma missão especial e descobrem que tudo era uma conspiração. Para destruir os Terra Formars, esses jovens astronautas da Bugs-2, que foram criminosos no passado, sofrem mutação de DNA com habilidades especiais baseadas em diferentes tipos de insetos.

Dirigido por Takashi Miike (de Zebraman 2), Terra Formars tem bons efeitos especiais. Não tão perfeitos em algumas ocasiões, exagerados em outras, mas compensados pelas cenas de ação e brutalidade. Quando transformados, os guerreiros são apresentados com seus respectivos nomes científicos de cada espécie, com direito a breves explicações. Um aula básica que pode servir de referência. Alguns trajes são dignos de cosplay e até um ou outro que lembram os integrantes da banda de rock KISS, só que mais feios e transmutados. No começo a impressão que fica é que as coisas andam rápidas demais e a coisa vai tomando um rumo natural com intercalação de flashbacks dos astronautas (mostrando as frustrações de cada um) e a difícil luta pela sobrevivência.

O elenco japonês tem nomes de peso de cinema e TV do Japão: Emi Takei (Kaoru Kamiya da trilogia Samurai X) como a bela Nanao Akita; Kane Kosugi (o Ultraman Powered de Ultraman: The Ultimate Hero e o Ninja Black Jiraiya de Kakuranger) como Deus Lee; o ator e cantor japonês Tomohisa Yamashita (Joe Yabuki do live action de Ashita no Joe) como Jin Muto; Rinko Kikuchi (Mako Mori do primeiro filme de Círculo de Fogo) como Asuka Moriki, entre outros.

A dublagem brasileira é bacana. Escapam algumas vozes chatinhas, mas isso é compensado por veteranos. Destaque para Fábio "Shura de Capricórnio" Moura na narração e para Marcelo "Shurato" Campos como o espalhafatoso vilão Ko Honda, interpretado por Shun Oguri.

Terra Formars - Missão em Marte perde para o live action de Ataque dos Titãs em bizarrice. É mais bem feito, pode cativar fácil algum apreciador de ficção-científica e não tem tanta enrolação como acontece no mangá/animê. Uma pena que esteja tão mal divulgado.

O mangá de Terra Formars é publicado no Brasil pela Editora JBC. Já a série animada está disponível pelo canal de streaming Crunchyroll.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Círculo de Fogo: A Revolta ganha trailer altamente catastrófico

Os Jaegers vem com tudo

Saiu o primeiro trailer de Círculo de Fogo: A Revolta e está simplesmente alucinante. Mais uma grata surpresa do diretor mexicano Guillermo del Toro, que é fã de tokusatsu, especialmente de Ultraman. A produção da Universal estava prevista originalmente para o começo deste ano, porém a produção sofreu atraso.

E estava valendo a pena a espera. Pelo menos é o que a gente pode constatar na prévia. A sequencia vai se passar dez anos depois do primeiro filme, de 2013. Durante esse tempo, o mundo passa por um jejum de ataques dos kaijus. Agora a situação muda com o surgimento de mais uma criatura horrenda que ameaça mais uma vez a paz e a tecnologia dos Jaegers entra mais uma vez em cena. John Boyega é quem vai estrelar, se destacando mais uma vez, já que está em alta devido ao sucesso de Star Wars: O Despertar da Força, onde encarna o herói Finn. Aqui ele será o rebelde Jake Pentescot, abandonou o legado de seu pai, Stacker Pentecost (personagem de Idris Elba), se tornando um criminoso.

Círculo de Fogo: A Revolta estreia 23 de março de 2018 e vem carregado de muita tensão e com a dignidade de genuíno filme-catástrofe. As sequencias vista até agora são espetaculares. Podemos considerar como um "esquenta" para a febre de monstros gigantes com a franquia MonsterVerse, da Legendary.

Veja o trailer:

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Kamen Rider Black surgia há 30 anos como o novo começo da franquia da Toei

O homem mutante

Falar deste clássico apenas por passar na extinta TV Manchete - onde o sucesso foi consagrado no longínquo ano de 1991 - é muito pouco diante do grande trabalho que a Toei teve para criar, ou melhor, recriar todo o conceito da franquia dos motoqueiros mascarados. Kamen Rider Black foi um projeto ousado para os padrões, fugindo totalmente dos velhos clichês, narrativas caricatas, alívios cômicos e até de vilões exagerados que seus antecessores tinham.

Susumu Yoshikawa, produtor responsável por várias séries Metal Hero, esteve à frente da atração, sucedendo Toru Hirayama (falecido em 2013). O primeiro episódio foi praticamente um "remake" da série original de 1971. Como se fosse um novo começo para a mitologia Kamen Rider e reformulando tudo o que conhecíamos até então. Mas essa ideia ficou de lado durante a exibição dominical na TBS, fazendo como que Black seguisse a mesma cronologia, encerrada até então em 1984 com a exibição do especial de Kamen Rider ZX (leia Zêcross). Antes disso, havia o risco de desconsiderar todo o conceito dos Riders anteriores que a Toei desenvolveu em 13 anos.

O visual do Black era mais inovador ainda e lembrava algo como uma armadura insectóide. A ideia veio graças à PLEX, uma empresa subsidiária da Bandai que ajudou a desenvolver o traje do Rider de forma que não parecesse uma fantasia ou algo parecido. A Bandai era quem decidia sobre o material do herói, ao invés do próprio Shotarô Ishinomori. Isso apenas nos anos 80 e ao contrário do que acontecia antes. A cor do traje do então novo Kamen Rider se destacou pelo simples motivo: a cor preta estava em evidência naquela época. Isso foi justificado como "a cor que mais absorve a luz solar".

As mudanças não foram só essas aí, não. A equipe Japan Action Club (atual Japan Action Enterprise), que já atuava nas séries Super Sentai e Metal Hero, entrou para substituir a equipe de dublês Ohno Ken Yuu Kai, que trabalhou nas cenas de ação das primeiras séries Kamen Rider. Outra mudança foi a escalação de Eiji Kawamura, que ficou no lugar de Shunsuke Kikuchi. Ryudo Uzaki compôs parte da trilha sonora do seriado. Em outras palavras, não só o conceito, mas toda a produção foi reconstruída para esse momento que seria o "marco zero" das séries Kamen Rider.

E ao contrário do que muita gente pensa e diz por aí, Ishinomori apenas criou esboços, mas não chegou a fazer grandes trabalhos para o Black da televisão. Enquanto isso, o mangaká trabalhava em sua publicação do herói pela revista Shonen Sunday. Lá o mangaká teve mais liberdade de trabalhar com o personagem e seguia na contramão da imposição dos produtores. Uma das diferenças era o nome da pedra King Stone, que se chamava "A Pedra Filosofal" no mangá. Elemento baseado mais tarde para a TV em 2001 na série Kamen Rider Agito.

Além de carregar referências às séries clássicas, como a do ser humano reconstruído (adaptado na dublagem como "homem mutante"), toda essa mudança foi fundamental para que Kamen Rider Black fosse uma série única, diferente, sombria e com vários momentos de drama e suspense. Esta que é sem dúvida uma das melhores passagens da franquia na TV japonesa.

Kamen Rider Black completa 30 anos de sua estreia pela emissora japonesa TV Asahi neste 4 de outubro. A estreia no Brasil aconteceu em 22 de abril de 1991, junto com Spielvan e Maskman na Sessão Super-Heróis da Rede Manchete.

Henshin!!!

Leia também:

- Registros confirmam Super Giant como predecessor de National Kid no Brasil

- Após 50 anos, Ultra Seven ainda é um clássico absoluto do tokusatsu

- As teorias sobre os dois Kotaro Minamis - Black e Black RX

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Registros confirmam Super Giant como predecessor de National Kid no Brasil

Super Giant ou "Super Gigante" no Brasil

No post anterior eu fiz um balanço sobre os lançamentos de National Kid no Brasil. Desde a provável data de estreia (que antecede o período militar) até hoje. Na ocasião, o leitor Quiof, uma das pessoas que me ajudaram na pesquisa (e a quem registro mais um agradecimento), me enviou outro achado.

Em 27 de dezembro de 1958, uma edição da revista Cine Repórter trazia, na página 25, um anúncio de um festival de filmes japoneses realizado em São Paulo pela Meca Cinematográfica e Nippon Filmes do Brasil. Foram 10 títulos ao todo. Curiosamente um deles é tokusatsu. O anúncio menciona o filme Super Gigante o Homem de Aço, estrelado pelo ator Ken Utsui falecido em 2014. Pela descrição, o filme é do Super Giant. O primeiro super-herói cinematográfico do Japão.

Super Giant totalizou 9 filmes lançados originalmente para as telonas entre 1957 e 1959 pela extinto estúdio Shintoho Company. O herói ganhou adaptação americana através dos filmes Atomic Rules of the World, Attack from Space, Evil Brain from Outer Space (os três são de 1964) e Invaders from Space (este último é de 1965). Lembrando que o primeiro herói da cultura pop japonesa é Fantomas, em 1931 e o primeiro da TV japonesa foi Gekko Kamen, em 1958. O "Super-Homem" japonês é conhecido nos EUA como Starman e na França e na Itália como Spaceman.

Não se sabe exatamente qual destes filmes foram exibidos. No mesmo festival houve alguns filmes listados com a participação de Ken Utsui como Vitória Esplêndida e O Rei do Box.

Veja o anúncio:



Confira na íntegra esta edição da revista Cine Repórter aqui. A fonte é do site Hemeroteca Brasileira.

Esse registro aponta a exibição de Super Giant como a primeira produção tokusatsu a vir para o Brasil ainda no final dos anos 50. Antes mesmo de National Kid, a primeira série televisiva de tokusatsu a ser exibida por aqui, a partir de 1964. A exibição de Super Giant foi diretamente voltada para o público paulista que tinha ali um contato com o cinema japonês. Já National Kid foi destinado ao grande público. Por isso sua popularidade e reconhecimento como o primeiro grande herói nipônico na TV brasileira.

Na edição número 7 da revista Neo Tokyo, da Editora Escala, o finado editor e quadrinista nipo-brasileiro Minami Keizi, contou em sua coluna Cultura Nippon que chegou a assistir Super Giant no cinema e confirma o sucesso. Confira na caixinha vermelha da página:



Fica o destaque de mais um curioso momento de um tempo remoto. Um acréscimo para a história do tokusatsu no Brasil.

Leia também:

- Nanairo Kamen quase passou nos anos 60 e seria a série tokusatsu mais antiga no Brasil

sábado, 30 de setembro de 2017

As datas de lançamento de National Kid no Brasil


National Kid é foi o primeiro grande super-herói japonês que invadiu a TV brasileira a partir de 1964. O ano de estreia pode ser confuso para desavisados que acabam confundindo data e informações como emissoras de TV. Nos anos 60, o herói da quarta dimensão ganhou três estreias e em diferentes emissoras. Para ajudar o público a se situar na cronologia, o Blog Daileon preparou uma linha do tempo com datas de estreia e seus respectivos registros da época.

Antes de qualquer coisa, é preciso que se diga que o provável representante das primeiras produções japonesas no Brasil atende por Noriyoshi Yamashita. Ele foi o mesmo responsável pelo licenciamento do animê O Oitavo Homem por aqui. A estreia deste desenho aconteceu na Globo nos anos 60 e tinha exibição em horário nobre. Época em que a emissora carioca preenchia sua grade com enlatados. Hoje em dia isso seria improvável para a programação da Globo (ou se já não era desde a instituição dos horários das novelas das seis e das sete).

Tivemos pelo menos três estreias do clássico na década de 60. Confira a seguir os registros:

No dia 5 de março de 1964, o caderno Ilustrada da Folha de S. Paulo destacava a exibição de National Kid pela TV Record (canal 7) na faixa das 19h. Este provavelmente seja o primeiro contato do Brasil com o tokusatsu. Pelo indício, a série estreou antes do período militar em abril daquele ano.






Em 8 de maio de 1964, a extinta TV Rio (atual RecordTV Rio) estreou o seriado japonês. Com patrocínio da marca de brinquedos Estrela.



E finalmente em 3 de agosto de 1965, a extinta TV Piratini de Porto Alegre, (afiliada da Rede Tupi e atual SBT Rio Grande do Sul) anunciava a estreia do "garoto propaganda da National" no bloco Cinelândia.





Não menos importante, National Kid teve uma sobrevida nos anos 90 com o relançamento da série através da licenciadora Sato Company. O saudoso Emerson Camargo voltou a dublar mais uma vez o herói quase três décadas depois. O dublador era proprietário do estúdio Windstar (o mesmo das séries tokusatsu Winspector e Patrine). Por exigência da Sato Company, a menção da versão brasileira levou o nome de Emerson Camargo, em consideração ao dublador. Inicialmente a previsão de lançamento era para setembro de 1993, mas foi adiada para 7 de outubro e contou com uma festa de lançamento em 23 de setembro. Segundo entrevista do sr. Nelson Sato ao programa E No Próximo Episódio..., o material sofreu atraso por parte da Toei Company. Assista ao vídeo:



O ano de 1993 marcou o 85º da imigração japonesa no Brasil. Infelizmente não foi um sucesso de vendas e as dublagens das sagas dos Seres Abissais e dos Zarrocos do Espaço. A versão para VHS é a mesma que a Toei Video lançou em 1987. Sem o formato episódico e com as sagas sendo distribuídas como "filmes".

Em 25 de março de 1996, a extinta Rede Manchete inaugura o bloco Japa Action entre 19h e 20h. Nele haviam três programas trazidos pela Sato Company.

De segunda à quinta, a série nipo-americana de tokusatsu Superhuman Samurai (adaptação de Gridman) ia ao ar às 19h00. Ultraman era exibido às 19h30. Às sextas, National Kid ocupava a grade. Seguido das reprises de Solbrain (série licenciada pela extinta Tikara Filmes, do sr. Toshihiko Egashira).

Como o material veio da versão estendida da Toei, a Manchete teve que criar um formato episódico para a TV e só foram apresentadas três, contando o início da saga dos Incas Venuzianos. Nunca houve uma continuidade na saudosa emissora dos Bloch, devido a baixa repercussão do público que já estava acostumado com as novidades da época. National Kid ficou no bloco Japa Action até o dia 10 de maio de 1996 (faltando exatamente três anos para a extinção da Manchete). A partir do dia 13 de maio, o Japa Action inaugurou Shurato (também pela Tikara) e ia ao ar de segunda à sexta das 19h às 19h30. Das 19h30 às 20h ia ao ar Superhuman Samurai, de segunda à quinta e Ultraman, às sextas. O Japa Action foi ao ar pela última vez em 31 de maio do mesmo ano (antecedendo a mudança de programação na grade infanto-juvenil noturna com a estreia do animê Samurai Warriors).

Em 2002, a Cinemagia lançou dois discos com a saga dos Incas Venuzianos. Mais tarde, em 2009, A Focus Filmes, embalada pelo sucesso de vendas de Jaspion, Changeman e Jiraiya em DVD, lançou em dezembro daquele ano a primeira box - de um total de duas - de National Kid. Este material contava com a redublagem dos anos 90 e o mesmo formato estendido direto da Toei. A segunda box, lançada em 2010, trazia episódios inéditos em vídeo e com dublagem da DuBrasil. Substituindo Emerson Camargo, entrava Afonso Amajones para dublar Masao Hata/National Kid.

O clássco ganhou sobrevida no extinto canal de streaming Wow! Play entre meados do segundo semestre de 2016 e fevereiro de 2017. Atualmente é apresentado no canal Tokusatsu TV (via YouTube) desde sua inauguração em 10 de fevereiro de 2017.

Agradecimentos ao meu amigo Matheus "Dyna Black" Mossmann e ao leitor Quiof que me ajudaram com os antigos materiais de registro.

Bônus: assista à homenagem ao Emerson Camargo que o canal TokuDoc, do meu amigo Danilo Modolo, apresentou em julho deste ano:

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Após 50 anos, Ultra Seven ainda é um clássico absoluto do tokusatsu

O lendário Ultraseven

Mais um cinquentenário para a Tsuburaya comemorar no próximo domingo (1). Ultra Seven foi a terceira série da franquia Ultra, antecedida por Ultra Q e Ultraman (ambas de 1966). Após o final prematuro do gigante prateado, a Toei deu uma mãozinha para a Tsuburaya com a série Captain Ultra. Totalizando 24 episódios e transmitido semanalmente no Japão entre abril e setembro de 1967. Servindo como um "tapa-buraco" para aquela ocasião do extinto bloco Takeda Hour, nas noites de domingo da TBS. A emissora estava indo bem com o sucesso de Perdidos no Espaço, lançado por lá em junho daquele ano. Reforçando o tema espacial que era a sensação do momento na cultura pop.

O gigante vermelho fez escola para outros clássicos como Jaspion, Changeman, Power Rangers etc. Talvez seja estranho para os mais novos os efeitos especiais e o visual do herói (por mais que o tempo passe, ainda é um dos mais elegantes da Família Ultra). Mas verdade seja dita: se não fosse pela genialidade de Eiji Tsuburaya, nada disso que conhecemos existiria na TV e no cinema também. A menção é justa e por isso as séries Ultra são obrigatórias para o público compreender a dimensão que ajudou a definir o formato do tokusatsu durante todo esse tempo. Prova disso é que os Ultras ainda são um grande sucesso no Japão e continuará a perpetuar por muitas e muitas décadas pela pela frente. Eles fazem parte de cultura popular local assim como as consagradas franquias Godzilla e Gamera.

Não apenas o sr. Tsuburaya. Um outro grande nome que deve ser creditado junto ao dele é o do roteirista Tetsuo Kinjô (1938~1976). Ele trabalhou em Ultra Q e Ultraman. Sendo Ultra Seven o seu trabalho principal onde escreveu 14 episódios, criou toda a atmosfera séria/sombria que contava as aventuras regadas de muita ficção-científica e idealizou as capsulas de monstro (inspiração jamais admitida até hoje para a criação de Pokémon nos anos 90). Destaques para o arco duplo que mostrou pela primeira vez o robô gigante King Joe (o nome é um trocadilho com seu próprio sobrenome) e o dramático final de duas partes. Outro roteirista em destaque é Shozo Uehara, conhecido também pela criação da franquia Metal Hero, da Toei Company.


Tetsuo Kinjô, o homem que definiu o conceito da série
Com trama situada originalmente em 1987, uma das principais características de Ultra Seven é sua atemporalidade. Entre a chegada de Dan Moroboshi (Kohji Moritsugu) ao Esquadrão Ultra e sua despedida do povo da Terra no arco final, as histórias podem seguir qualquer sequencia aleatória, devido ao formato omnibus (entenda melhor esse conceito no blog Sushi POP, por Alexandre Nagado) que era costumeiro nas séries anime e tokusatsu da época. Essa característica também acontecia nos bastidores, já que a ordem de gravação dos episódios eram diferentes do que foi oficializado para a TV. Há vários episódios que enfatizam a busca da paz e que instigam o espectador a refletir sobre a humanidade em si. Um exemplo marcante é o episódio em que Seven enfrenta Alien Metron, um vilão conhecido pelos fãs que levava os humanos à fúria através de cigarros. A narração desse episódio enfatizava a crença de que a desconfiança entre os homens poderia ser inexistente no futuro. Hoje a nossa civilização atual ainda está muito longe dessa realidade, em meio a tantos conflitos e guerras.

Antes do projeto final, a atração teve outros nove roteiros finalizados que nunca foram filmados. Dentre eles, o título provisório era Ultra Eye e o herói se chama Redman (anteriormente era o nome do Ultraman durante sua fase de pré-produção e foi definitivamente o nome do herói "gigante" da Tsuburaya de 1972). Ultra Seven serviu originalmente de batismo para um projeto rejeitado de uma comédia sobre sete homens das cavernas.

A estreia do herói em 1 de outubro de 1967 teve uma audiência surpreendente de 33.7%. Apesar da competitividade da Toei Company com o Robô Gigante na NET (atual TV Asahi) e da extinta P-Production com O Príncipe Dinossauro na Fuji TV, Ultra Seven era o carro-chefe. Até hoje figura entre os cinco maiores programas da televisão japonesa de todos os tempos. Tanto sucesso não é a toa e os bastidores tem muito mais histórias pra contar. Fica para um outro post no futuro.

Ultra Seven não é qualquer série. É um cult importantíssimo que deixou uma marca para a cultura pop em todo o mundo. Se você ainda não assistiu, não perca tempo. Procure entender a importância do herói. E acredite: mesmo com todo charme sessentista, o clássico continua atual.

Dywuaaaaaah!!!

Leia também:

- Entrevista com Danilo Modolo, do canal TokuDoc

- Entrevista com Alexandre Nagado

- O mistério do episódio banido de Ultra Seven

- Ultraman Leo, o sobrevivente herói da crise setentista

- Jaspion e o episódio que jamais foi ao ar

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Ultraman Leo ganha reprise no canal Tokyo MX


No dia 11 de outubro, o último episódio de Ultra Seven vai ao ar pelo bloco Tsuburaya Gekijô, do canal Tokyo MX 2. Desde o dia 5 de outubro do ano passado, o clássico era exibido regularmente às quartas-feiras em horário nobre, entre 23:00 e 23:30.

A partir do dia 15 de outubro, o Tsuburaya Gekijô muda de horário para os domingos, das 13:30 às 14:00. Nesta data começa a reprise de Ultraman Leo na Tokyo MX 2. Trata-se de uma continuação indireta do clássico de 1967 e conta com Kohji Moritsugu mais uma vez na pelo do herói Dan Moroboshi, agora Capitão do grupo anti-monstros MAC. O clássico de 1974 foi estrelado por Ryu Manatsu como o então novato Gen Ootori. O título já pode ser visto na grade de programação de outubro da Tokyo MX.

Ultraman Leo é exibido no Brasil pelo canal de streaming Crunchyroll. Leia mais sobre a série aqui.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Aliança entre Freeza e Frost mudaria os rumos de Dragon Ball Super

Freeza & Frost, uma parceria que não passou de um blefe (Foto: Reprodução/Crunchyroll)

Quando o primeiro grande vilão de Dragon Ball Z voltou do inferno, uma das coisas que pudemos imaginar era uma parceria entre ele e sua contraparte do Sexto Universo. Poderia ser um fanservice que favorecesse ou não a atual fase de Dragon Ball Super. Dependeria da boa vontade de Akira Toriyama.

De alguma forma ou de outra, a parceria entre Freeza e Frost era uma aliança que tinha tudo pra mudar os rumos do torneio que está decidindo a sobrevivência dos Doze Universos. Infelizmente tudo não passou de um blefe do próprio Freeza que armou contra Frost, afim de favorecer o seu time do Sétimo Universo e deixá-lo de fora da competição.

Pela primeira vez vemos um pingo de lealdade em Freeza. Um sujeito que ficou conhecido por sua covardia durante as sagas. Foi um acerto de Goku em ter pedido a ressurreição do vilão para fechar os dez guerreiros? Ainda é cedo pra sabermos. Freeza é um frio e calculista e pode estar armando algum plano para aniquilar tudo e todos nesse torneio. Só vamos ter certeza mesmo quando isso acabar. Está estranho demais pra ser verdade.

domingo, 24 de setembro de 2017

Neo Yokio é a maior enganação da Netflix

Kaz Kaan, o caçador de demônios

Esse animê tinha sido anunciado há poucos dias pelo canal de streaming, ainda em setembro. Neo Yokio é uma série exclusiva da Netflix em parceria dos japoneses Studio Deen e Production I.G. Inicialmente chama atenção por ter o roteiro de Ezra Koenig, vocalista da banda americana de rock Vampire Weekend. Além de Kazuhiro Furuhashi (de Samurai X) na direção e storyboards.

Kaz Kaan (dublado pelo ator e rapper americano Jaden Smith) é um "adolescente" de 20 anos que curte festas, participa de um time de hóquei e acima de tudo é conhecido como "o solteirão mais cobiçado de cidade Neo Yokio". Além de sofrer com um fim de um relacionamento e rivalizar contra o galã Arcangelo Corelli (Jason Schwartzman), Kaz carrega a missão de exorcizar demônios. Função passada de geração em geração desde o século XVIII, quando aconteceu o primeiro grande ataque sobrenatural na cidade (não confunda o nome com Neo Tokyo, de Akira). Kaz mora com sua tia Agatha (Susan Sarandon) e conta com a ajuda do robô-mordomo Charles (Jude Law) que ainda pode tocar música clássica e coisas do tipo.

No primeiro episódio, Kaz precisa salvar Helena, uma blogueira que está possuída por um demônio. Após o exorcismo, Kaz tenta um relacionamento com a garota e passa a ser xavecado por outras beldades da cidade. Com todo um jeitão americano, o animê tenta divertir com personagens que prometem carisma. O chato é que a série tem aquelas velhas pressões batidas diversas vezes por produções americanas. O tom burguês e de alta sociedade pode causar estranheza para algum fã de animação japonesa (esta especificamente é uma produção nipo-americana).

Aparentemente seria uma série sobre exorcismo com pitadas de humor. Algo mais frenético e um pouco de alívio cômico. Isso julgando pelo que foi visto no trailer. Logo na segunda metade da série, de um total de seis episódios da primeira temporada, o roteiro decai bastante. O que seria um animê de ação e comédia vira uma propaganda de inclusão. Ou seja, começamos a achar que Neo Yokio não é a melhor série da Netflix (trocadilho infame com o título do último episódio). Foi uma enganação do canal de streaming pra atrair um público com um suposto plot que tinha tudo pra vingar se caminhasse como o esperado.

Aqui não há nenhum juízo sobre ideologias. O peso em questão é o enredo que ficou de lado. Bem, há quem diga que é a melhor série. Não é. O fato é que Neo Yokio causou uma expectativa e desviou a mira para um outro público específico. Dividiu opiniões e boa parte do público se desagradou com a série. No fim das contas, não empolga e dá muito sono. O espantamento da capetada ficou de lado.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Black virou um Kamen Rider "pejorativo" no fandom brasileiro

Kamen Rider Black e seus antecessores

Geralmente quando se fala de Kamen Rider no Brasil, logo vem a imagem do Kamen Rider Black, certo?. Afinal ele foi o primeiro a passar no Brasil e foi uma das poucas séries da franquia que passaram no Brasil, junto de Kamen Rider Black RX, sua adaptação americana Masked Rider e mais Kamen Rider - O Cavaleiro Dragão (adaptação nipo-americana de Kamen Rider Ryuki).

Nos últimos tempos, Black ainda é considerado como "o melhor Kamen Rider". Pela visão saudosista é até compreensível. Não seria problema nenhum se não fossem as discussões acaloradas em fóruns e redes sociais onde colocam o nosso Black Sun no pedestal e acabam diminuindo o valor dos Riders mais antigos e dos Riders da era Heisei. A desculpa é que os Riders da era Showa "são toscos" e mais discussões tolas pra saber quem é o Rider "menos macho" desta geração e outras asneiras. Nem preciso dizer que são afirmações sem a menor análise e interesse em se aprofundar na franquia. Puro preconceito.

O tempo passou, muita gente ainda prega o Black como "o melhor de todos e mais ninguém" e a imagem do herói vai se desgastando no fandom brasileiro. O excesso fez com os fãs ficassem mais divididos até que os saudosistas do homem mutante levassem a alcunha de "viúvas do Black". Sendo assim, Kamen Rider Black virou um herói "pejorativo" entre os fãs brasileiros. Ou seja, quem menciona Issamu Minami como uma referência para explicar sobre a franquia para leigos é taxado de "viúva". E acredite. Acontece o mesmo com alguém que esteja revendo a série e se atualiza com as séries novas/recentes, busca os clássicos setentistas da franquia e por aí. Falou no Black? O cidadão é automaticamente chamado de "viúva". Parece até pecado, punição ou o simples fato de rever a série vira motivo para o espectador ser rebaixado e até discriminado por outros fãs.

Acompanhar uma clássico não é o problema. E sim quando colocam um herói como pedestal e faz dele motivo de briga, como ocorre em diversos papos de roda sobre futebol, política e religião. Também é um problema quando não há informação e pesquisa e/ou divulgam unicamente a mesmice de sempre pra abordar sobre uma vasta franquia. Kamen Rider Black é um clássico respeitável, porém existem séries melhores do que essa, incluindo mais antigas e de outras franquias (como Ultra, por exemplo). E é preciso que se diga que também há séries Kamen Rider bem legais dos anos 2000 pra cá. É só ter a boa vontade de correr atrás e conferir.

Se a pessoa só conhece o Black, ofereça pelo menos uma série antiga e outra atual para ela assistir. Recomendação é uma boa atitude, não fere ninguém e é um pontapé inicial para um debate inteligente/amigável. Faça um teste e deixe a pessoa a vontade para escolher. É melhor do que encher o saco de alguém que gosta daquilo que você talvez não gosta ou nem era da sua época e sair rotulando a toa.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Mudança de horário de Kamen Rider e Super Sentai é desleal para Dragon Ball e One Piece e vice-versa

Recém lançado na TV japonesa, Kamen Rider Build se tornará rival de Dragon Ball Super

Daqui a duas semanas acontecerá a mudança de horário das séries Kamen Rider e Super Sentai na TV Asahi. Até o próximo dia 24 de setembro, Kyuranger será apresentado às 7h30 e migra de horário para às 9h30 da manhã a partir de 1 de outubro. Kamen Rider Build ainda é exibido às 8h da matina e no mês que vem será exibido dominicalmente às 9h. A mudança é necessária, pois ambas as franquias já não tem mais a mesma audiência que antes. Porém não será fácil. Ambas as séries vão disputar audiência respectivamente contra Dragon Ball Super e One Piece, da Fuji TV.

São duas séries tokusatsu produzidas pela Toei Company contra dois animês da Toei Animation, subsidiária da empresa. Nos dias 1 e 8 de outubro a Fuji TV apresenta, respectivamente, episódios de uma hora de duração de One Piece e Dragon Ball Super. Não dá pra dizer que é uma estratégia ou se era algo programado como vários meses de antecedência. Mas não deixa de chamar atenção e deixar o público japonês dividido. A Fuji TV poderia mudar de horário quando quiser? Até pode. Mas o padrão da TV japonesa e de outras mídias com rádio, por exemplo, promovem eventuais mudanças de horário trimestralmente. Por isso vemos várias estreias e mudanças de horário nos meses de abril, julho, outubro e janeiro. Uma mudança repentina da dobradinha de animês requer uma mexida na grade da emissora. A organização é maior do que na TV brasileira que sempre sofreu com mudanças repentinas.

A Toei Company está praticamente de mãos atadas quanto à mudança. Isso devido a estreia do jornalístico Sunday Morning em 1 de outubro, entre 5h50 e 8h30 na TV Asahi, conduzido pelo ator/cantor Noriyuki Higashiyama, membro do grupo pop idol Shonentai. Entenda que aqui não é nenhum prejulgamento sobre a nova atração. Porém não dá pra dizer quem vai se sair melhor na faixa dominical da 9h da manhã. É um tanto desleal para os patrocinadores dos heróis, o resultado será totalmente imprevisível e quem pode sair ganhando mesmo será o Sunday Morning que deve trazer um misto de informação e variedades. Um apelo necessário para uma grande emissora como a TV Asahi, apesar do problema que pode gerar para os patrocinadores das séries infanto-juvenis das duas emissoras. Cedo ou tarde a Fuji TV pode sentir a necessidade de mudar o horário dos animês. O tempo e os números de audiência dirão.

PS: A título de curiosidade, outubro que vem trará um tempo não muito favorável para a Nagoya TV. A emissora vai extinguir seu bloco de animês que esteve no ar por mais de 40 anos. Foi lá onde a série original de Gundam era exibido pela primeira vez na TV japonesa. Motivo da extinção: baixa taxa de natalidade.